O verso
É livre e sempre o foi, sendo a métrica
Uma armadura contra a angustia copiosa da folha em branco
Assim como
A vida
Que é uma folha em branco que metrificamos para fugir da angustia do absurdo e da liberdade numa eterna briga com a métrica abstrata de
Existir,
A folha está em branco e você pode fazer
O que quizer
Mas não caia em hedonismo para evitar a contemplação do semblante da queda, e não queira isso, crepusculo dos idolos ou a morte de deuses,
Uma improvisação jazzistica em uma escala
Imagética e colorida,
Nada é
Real,
Esta tudo na sua cabeça mas não caia em solipsismo ou você perderá o fio condutor da vida e isso é um caminho sem volta
E nunca mais volte
Ou você colidirá com o tempo e toda a maquinaria civilizatória e urbana assim como toda pós-modernidade orbitando a sintese
Do sistema capitalista com o sentido da vida
Enlatados em uma salmoura oleosa de
Código
E pulsão, vendido por
14 reais e 74 centavos no mercado da esquina e descartado
No lixo reciclavel de antropofagia simbólica e
De que importa? A folha
Continua em branco e eu estou cansado
De arrastar meu cu pelas vielas cronologicas desse universo mas
Não caia em suicidio
Ou você não escreverá mais a porra de nenhum
Verso
Na folha em branco desse poema-existencia sagrado, então continue
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que se foda.ponto final
!!!
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