Olha, eu admito que somos crianças inconsequentes e românticas e intensas. Mas será que sabemos o resultado do nosso próprio hedonismo? Porque, por mais que acabemos por nos conceder minutos seguidos da mais pura plenitude, construir mundos perigosos mas agradáveis e estimulantes, voltamos a ser vítimas do externo. Ou da crueza do ser de fato. Ou da mais dura veracidade.
Pois mesmo quando nos tornamos alegres, quando vemos o mundo voluntariamente desfigurado, não sabemos como construir alternativas usando nossos próprios instrumentos. E assim, seguimos constantemente direcionados a instrumentos mais fáceis. Pois sem eles não somos nada. E da falta nasce o desespero. E do desespero a pura vontade de ferver como bestas saciadas e de por fim, mergulhar para sempre em nossa própria efervescência.
Esse blog tem como objetivo tornar publico ideias artisticas fracassadas de um bando de medíocres pretensiosos. Aqui você escontrara poemas, tirinhas, textos e outros lixos pseudo-artísticos. Seja bem vindo.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Colo (um outro final possivel)
Foram-se as camélias
Voltaram-se os lilases
E agora é preciso navegar de novo.
Não é sólido, é fragil
Pois tudo o que é vivaz sente.
Não é fragil, suporta,
Não importa.
Pra mim nunca tá bom.
No meio da terra pisada
Nasceu uma florzinha azul
1º de novembro de 2017, São Paulo
Voltaram-se os lilases
E agora é preciso navegar de novo.
Não é sólido, é fragil
Pois tudo o que é vivaz sente.
Não é fragil, suporta,
Não importa.
Pra mim nunca tá bom.
No meio da terra pisada
Nasceu uma florzinha azul
1º de novembro de 2017, São Paulo
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