segunda-feira, 20 de novembro de 2017

eu admito

Olha, eu admito que somos crianças inconsequentes e românticas e intensas. Mas será que sabemos o resultado do nosso próprio hedonismo? Porque, por mais que acabemos por nos conceder minutos seguidos da mais pura plenitude, construir mundos perigosos mas agradáveis e estimulantes, voltamos a ser vítimas do externo. Ou da crueza do ser de fato. Ou da mais dura veracidade.
Pois mesmo quando nos tornamos alegres, quando vemos o mundo voluntariamente desfigurado, não sabemos como construir alternativas usando nossos próprios instrumentos. E assim, seguimos constantemente direcionados a instrumentos mais fáceis. Pois sem eles não somos nada. E da falta nasce o desespero. E do desespero a pura vontade de ferver como bestas saciadas e de por fim, mergulhar para sempre em nossa própria efervescência.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Colo (um outro final possivel)

Foram-se as camélias
Voltaram-se os lilases
E agora é preciso navegar de novo.
Não é sólido, é fragil
Pois tudo o que é vivaz sente.
Não é fragil, suporta,
Não importa.
Pra mim nunca tá bom.

No meio da terra pisada
Nasceu uma florzinha azul
 
              1º de novembro de 2017, São Paulo