O sol sangrava lentamente a cidade
Em amarelo
Como pinceladas brancas aquarelando
O céu poroso e esfarelado
De outono.
Curioso como o tempo passa e nosso
Estoicismo se esgota embora
Nossos vícios permaneçam.
Curioso o que passa e o que permanece...
Ainda assim existem pequenas alegrias
Como caminhar por pinheiros de
Manha para comprar limões ou cortar
O cabelo ou imprimir antigas cópias de
Vestibular para estudo
Pinheiros é um bairro azul e amarelo.
Amarelo e
Azul.
As palavras tem um som engraçado...
Essa cidade é uma grande maluquice.
Passam os anos e passou o primeiro amor
E passou o segundo amor e talvez
Eu esteja apaixonado..
Não.
Eu estou apaixonado.
Não consigo levar as coisas de um jeito mais leve,
Não consigo me interessar por ideologias,
Noticias, fotos, fatos, política..
Meus pés de girassol murcharam mas
Eu estou aprendendo
A nadar nas piscinas de
Geléia.
Eu estou aprendendo a voar
Caso não naufrague.
Eu estou aprendendo a dançar como os homens
Estilhaçados com olhos de margarida
Flores de areia se contorcem através dos prédios
O sangue amarelo escorre pelas avenidas e as
Engrenagens de borracha desistiram
De girar para sair voando até Saturno.
Eu estou apaixonado.
Derrete sobre mim a cidade de manteiga
Chovem grossas gotas de
Graxa.
Os sertões paulistas seguem o seu pulsar
O menino se desfaz em nuvens.
São paulo, abril de 2017
(Gripado)
Esse blog tem como objetivo tornar publico ideias artisticas fracassadas de um bando de medíocres pretensiosos. Aqui você escontrara poemas, tirinhas, textos e outros lixos pseudo-artísticos. Seja bem vindo.
terça-feira, 25 de abril de 2017
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Entre o chão e o vento
A sina perpetua sob o marasmo
Também eu saio a revelia
E procuro alguma síntese
Nas demoras.
Qualquer amparo sob o liquido.
Eu queria mastigar com as
Retinas
Todos os cacos de poemas quebrados
Dessa vida.
E essa sufocante sede
Imobilizada na espera?
Eu quero escrever poemas sobre essa espera..
A vida trai a ideia
Na medida do sangue.
Esferas concêntricas
Explodem sonoras no céu de cubos,
Jardins de impulso no meu sertão,
Inflorescencias de carniça
Algo sobre a dualidade humana;
Eu ainda não posso acreditar na vida.
Abril de 2017, serra
Também eu saio a revelia
E procuro alguma síntese
Nas demoras.
Qualquer amparo sob o liquido.
Eu queria mastigar com as
Retinas
Todos os cacos de poemas quebrados
Dessa vida.
E essa sufocante sede
Imobilizada na espera?
Eu quero escrever poemas sobre essa espera..
A vida trai a ideia
Na medida do sangue.
Esferas concêntricas
Explodem sonoras no céu de cubos,
Jardins de impulso no meu sertão,
Inflorescencias de carniça
Algo sobre a dualidade humana;
Eu ainda não posso acreditar na vida.
Abril de 2017, serra
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