segunda-feira, 17 de abril de 2017

Entre o chão e o vento

A sina perpetua sob o marasmo

Também eu saio a revelia
E procuro alguma síntese
Nas demoras.
Qualquer amparo sob o liquido.
Eu queria mastigar com as
Retinas
Todos os cacos de poemas quebrados
Dessa vida.
E essa sufocante sede
Imobilizada na espera?
Eu quero escrever poemas sobre essa espera..

A vida trai a ideia
Na medida do sangue.

Esferas concêntricas
Explodem sonoras no céu de cubos,
Jardins de impulso no meu sertão,
Inflorescencias de carniça

Algo sobre a dualidade humana;

Eu ainda não posso acreditar na vida.

                   

                            Abril de 2017, serra


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