Também eu saio a revelia
E procuro alguma síntese
Nas demoras.
Qualquer amparo sob o liquido.
Eu queria mastigar com as
Retinas
Todos os cacos de poemas quebrados
Dessa vida.
E essa sufocante sede
Imobilizada na espera?
Eu quero escrever poemas sobre essa espera..
A vida trai a ideia
Na medida do sangue.
Esferas concêntricas
Explodem sonoras no céu de cubos,
Jardins de impulso no meu sertão,
Inflorescencias de carniça
Algo sobre a dualidade humana;
Eu ainda não posso acreditar na vida.
Abril de 2017, serra
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