quarta-feira, 29 de junho de 2016

Nada

poesia é tipo droga
poesia é uma fita
poesia é um saco
poesia é acida
poesia é um soco no estomago
pós-poesia
pós-moderna
ficar definindo coisa sem propriedade é um porre
o profundo eu viaja mais eu to aqui
te ouvindo, é um saco
você escuta?
nosso novo conceito parte do aleatório ao todo
totalmente inexperiente e totalmente novo senhor, afirma o menino assustado
totalmente confuso e totalmente focado senhora, afirma o mesmo menino
total
(ta ficando puta confuso, vou parar por aqui)
totalmente rubrica senhor
tolamente ego
totalmente sóbrio

                                                                 total
                                                    mente              mente
                                                    total                 total
                                                     mente               mente
                                                           total                 total            
                                                                 total                mente
                                                                        mente                total
ta vendo como vai ficando mais longe as coisas?

observa o macro

                       micro

Neurose

As águas cálidas na branca bacia
Reflexo das raízes decepadas,
esfumaçando-se
Uma vez me disseram que fui.
hoje, perdi-me

Desvaneço, faço-me um espectro espectador
que assiste os orgulhosos suspiros
castrados.
Sou só mais um vagabundo a banhar-se
nas areias movediças

Vacas e Varas

Dois meninos no lago
Um joga a vara e o outro joga logo atrás
Correram
Cadê meu cachorrinho moço, eles perguntaram
Num pulo as vacas chegaram
No entorno, os meninos jogando, as vacas agitadas...
E atrás, atrás um grande lago que banhava nossa tarde de sexta
Meus pés, tênis, meias e calça molhadas me atordoam e tudo parecia calma e quieto
Um silêncio carregado de sons passava por mim
e olhando para cima, das copas das arvores pude ver o que me refrescava chegando                     Linda cena que eu nunca verei outra vez

terça-feira, 28 de junho de 2016

São paulo

Inspirado no poema "América" de Allen Ginsberg

São paulo eu lhe dei tudo e agora não sou nada
São paulo, 4 reais 75 centavos, 28 de junho, 2016.
São paulo não aguento mais minha propria mente
Não estou legal não me encha o saco
Não escreverei o poema até me sentir legal
Nem me pergunte, não quero saber, não estou legal
Estou cheio de suas exigencias malucas
Estou puto com essa absoluta falta de nudez
Vamos, me de um trago ou um cigarro ou algo doce para comer
Não quero ouvir estou de saco cheio
Sou um filho da puta, e dai?
Porque todo mundo é tão serio, objetivo e coeso menos eu?
São paulo, meus pulmoes ardem ao respirar sua fumaça eletronica
Fumo maconha sempre quando posso
Quando saio de caso fico bebado e nunca consigo alguém para trepar
Acho que o mundo precisava ir a merda
Ou o sentido da vida escrito a mão em um maço de cigarros amassado
São paulo eu quero chupar um caralho
São paulo me afunde em soda caustica e me esqueça
Quero um cigarro de maconha
Cale a boca! não estou me sentindo legal
São paulo eu não quero nem saber
Devia ter me visto lendo Ginsberg ou Camus
Ruas entupidas na minha velha jovem alma
Que se foda!
São paulo eu só quero dois pegas e um par de peitos
São paulo porque não tira a roupa?
Porque não te faz beatifica e angelical?
São paulo no final somos só eu e você
A caminhar como budas de olhos tristes e chapados pelos viadutos na avenida do apocalipse


sábado, 25 de junho de 2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

Óleo

Parece que são felizes os podres que caíram na garganta da ganancia financeira, que puseram a cara a bater pelo aumento de seu bolso, por ventura seu ego e a diminuição de sua humanidade.

Acho que vou ser assim, um escroto cheio talvez seja um fim ao menos intrigante.

Caminho Carta


                                                                                                                                                                 O mesmo                                                                                                                                                   A mesma                                                                                                                                                   O mesmo caminhão amarelo                                                                                                                  O mesmo de sempre


Borrull

                  
Hoje tive um sonho, estava almoçando nu                                                                                                                            Comendo um grande prato de arroz e feijão me perdi                                                                                                Fiquei confuso                                                                                                                                                                           perdi                                                                                                                                                                                                             mas me achei no meio de uma garfada.                                                                                                                                      Olhei para o lado, não vi ninguém                                                                                                                                          a sala também estava nua                                                                                                                                                          Terminei o prato, levantei e como um suspiro me vesti e fui embora

Relatos de viagem

           

 
                  A sede chegou forte, e como um tapa a vontade de nadar nesse rio me acertou.              Tornei minhas necessidades em angustia para molhar os pés.                                                                                          
Chamei-os.                                                                                                                                                                             O lindo rio que despertou minha vontade agora está perto, posso até tocá-lo, mas não, o brejo nos atolava diretamente fora do rio e aquela grande ideia baixou, mas o que morreu foi aquela vontade insana de molhar minhas unhas sujas naquele lindo e barroso rio.

Rio de dia
Rio fluente
Passeia pela terra
Terra vermelha
Terra mineira
Rio longe
Que pela grade não passa
Com o pé toca
Nunca chegarei no rio

Ao minerador de ilusoes

A culpa é tua!
Fez-te cadaver e martir de sua tormenta
Ao enroscar os ferrolhos de bronze dos teus
Dedos esqueléticos no oceano de leitosa esmeralda.
Fez-te réu e algóz ao mergulhar
Em lagos de sanguinolentos vermes
Ou ao escalar costelas de graveto e parafusos de ossos.

Em uma manha ofegante e fria;
Um urro gultural intrinseco e impetuoso
A reverberar harmonias copiosas em nossos,
Cranios aparentemente lucidos.

O vazio transbordante que jaz em tudo.

O que resta para além do hermético
Se 7 bilhoes de cabeças resolverem sapientar?
De fato, cada homem é escravo de sua propria substancia
E as substancias jazem diluidas entre,
Virtuais simbolos cristalizados pelo habito.

Poderia eu ser um antigo monje chines zen-lunatico
Que vive a meditar o vazio e beber chá
Na minha cabana em cima de montanhas graves e solenes.

Poderia tambem eu ser um bode montanhista
A escalar solitario gigantescas colinas lunares
Que brotam siderais dos oceanos topograficos lá no céu.

A névoa escarlate que permeia virtuais cogniçoes
E as gorgolejantes serpentes de piche
A injetar em veias purulentas o mais escuro breu dentro de
Grutas metalicas que reverberam
Arranjos esquizofrenicos de escalas adoecidas.

Ontologica e epistemologicamente nu.
Na lógica imagética das plumbeas gotas de vacuo
Que pingam no unica verdade da minha nudez nua.
O fluido fatuo a escorrer de
Maliciosos monologos de inocencia.

A frenética orbita dos olhos nitrogenados.
Stone flower, de antonio carlos jobim
Ou as noturnas de chopin,
Como as gotas d'ouro de um cigarro na janela
Derretendo a morfologia abstrata das lesmas retorcidas nas calçadas.

Trocaria toda a condição do ser
Para me decompor em paginas e melodias;
Ser e sentir são apenas efemeros universais com um sarcastico carater subjetivo.

Mordendo e sugando um sabugo de éter:
No sincopado voo de uma epopéia bebop.
Esfumaçados olhares e linguas fumegantes
No pulsar de um utero lacteo e umidecido em pranto
Inundado de infecundos aracnideos e ossos rotos.

O mundo não é nada além da mente.
E o que é a mente?
A mente não é nada além do mundo.
"Não forme concepçoes
A respeito da realidade da existencia ou
Da irrealidade da existencia"
Ou outras palavras assim.

(O extase é generalizado)

Rarefeitas teias verbais defecam
Deus.
Deus é o verbo e hoje eu sou mudo.
Muitas vozes em um mesmo discurso
No nervo agudo e osseo que sangra coagulos de linguagem.

Se o céu se fizer liquido e chover lirico azul
No instante suspenso de uma efemera contemplação,
O uivo sinfonico e anal declamará
A ilusão de um poema de eternidade
Ou algo assim.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sobre uma entrevista

Da solidão salgada que os bons que os bons pensadores acabam de siar, só um não se livra da ideia de ideal, nosso bom e velho amigo existencialista. Suas garras estão sempre prontas para atacar. Revelam seus sentimentos, sua essência, sua existência ao nível de entender a do próximo e se aproximar um pouco mais do final da angustiante da sua vida amarga e dez esperançosa. A fala de um pensador não demonstra sua realidade interior, pois talvez ele pensa que dentro ele não tenha nada a dizer ou só seja um sozinho entupindo seu vazio de pensamentos para assim tentar importunar as novas gerações e ver se alguém meche a bunda e tropeça em algo de valor intelectual como um outro ser pensante.
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Testemunha de pensador é ser pensante ainda bem que pensa, pois essa história sobre irmãos, drogas e pensamentos parte daqui e não termina nunca.





quarta-feira, 15 de junho de 2016

Verborragia

 02/06,
 O tempo se transmuta, mas o espaço é só espaço. Espaço-tempo concreto ou psicológico, realidade associativa ou imaculada, tanto faz. O ser e o não ser em um mesmo objeto carnal e transmutável; O eu. Eu me transmuto, transbordo em um pedaço de carne sádico e pulsante jorrando sêmen e sangue; Tentacular eu englobo tudo em matar e foder, suicídio e masturbação numa sinfonia cacofonica, individual e cinza. Ou não, me transmuto em uma esfera ideal, algo como um espectro meditativo e cinzento que escorre pelas calhas chovidas de casas, becos e vielas pela cidade. "Everybody knows that is so hard to dig and get to the root". A raiz. Cavar até a raiz e encontrar apenas um espelho opaco e leitoso no lugar de um âmago. Desisto de cavar e procurar a raiz, não me encontro em nenhum lugar. Talvez seja de tanto me transmutar entre carne, espírito e outros mil amorfos eus e não eus. Sou por demasiado sempre muito ou pouco para pertencer a algo. Não pertenço, sou. Sou sem pertencer. Pertenço a mim e orbito apenas minha carne e meu espectro. Fecho-me em mim mesmo e uma vez isolado me embebedo no silêncio pacífico de minha solidão. Não há paz. Nem dentro, nem fora. O déficit jaz na rarefeita consciência e no cimento que agora fraqueja entre tantos instintos, impulsos e formulações simbólicas. Imagens, visões: Algo como John Coltrane crucificado sangrando um coquetel de lágrimas e morfina. Meus dedos cheiram a baganas chuvosas. Minhas entranhas se contraem em ânsia ao fitar legiões de espasmáticos seres a jorrar petróleo e chumbo pelos olhos pálidos. Um grande olho opaco injetado e febril – Vítreo ele eternamente me fita e eu congelo da espinha dorsal ao crânio ao pênis. Silhuetas libidinosas e aversão às realidades. Um estrangeiro em minha própria narrativa. Sou estranho a mim e ao mundo. Um estrangeiro é, por definição, aquele que está separado de seu contexto lar. De onde ou do que fui eu separado? Talvez, sejamos todos estrangeiros na esfera do ser. Quiça essa estranha sensação que como um todo sentimos seja proveniente da condição de separados da esfera do não-ser. Privados para sempre da não-existência e condenados ao árido oficio de ser. Se o caso for esse é apenas uma questão de tempo, uma vez que a vida mergulhe eternamente em direção à morte. Mas depender do tempo é por demasiado problemático, visto que esse na essência se transmuta de forma dinâmica e constante – Muito embora dizem que podemos nós também nos transmutarmos junto com ele e metamorfosear a substância do eu ao acaso. Transmutando-me vejo frente a frente com meus abismos e temo fita-los. Temo que ao olhar no fundo dele ele olhe fundo em mim e me transforme nele ao notar o âmago volátil de minha existência sem essência. Sei muito bem o que é se apaixonar pelo eu-louco maníaco e febril no espelho e sei bem o que é apodrecer e morrer passivo de aversão ao meu próprio e idiossincrático ser. Material, objetiva e concretamente meu problema é que a erva acabou. Em termos profundos eu já nem sei qual é mais o problema a essa altura do campeonato e esse, talvez, seja o maior e único problema.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Gripe


O desejo de quem está no quarto é sair.

O barulho das gotas que espancam a casa é ensurdecedor e eu estou com uma vontade insana de sair e deixar virar parte da chuva, deixar que a água afunde              
em meus cabelos, corte os fios um por um e preencha as fissuras de meu cérebro                       corroído pelo desejo molhado.                                                                                                             Provocações são feitas a mim    
gritos, facadas sutis  e   ofensas são usadas  para me chamar                                                              porem minhas fraquezas corporais me impedem de mexer um membro sequer da minha ilógica e racional psicose e assim sou impedido de sair.                                                                                                        

domingo, 12 de junho de 2016

 Desagregação da raça humana, por Agnaldo filho

                                                                                                                              Bento Pestana

Se fosse um pedaço de chão mesmo que,
despedaçado, endividado, quebrado
Agnaldo seria concreto...
Quase óbvia sua sina

Cada passo dentro de sua pecaminosa cabeça;
era um vazio dentro si. Um abismo gigantesco de dor
narcisismo, estupidez e a profunda pergunta
"Quem era ele"

Agnaldo era um furo de pensamentos,
Pois esses argumentavam contra o próprio pensador
Cada imagem, um ciclo mental de exemplos e embasamento teórico
desestruturavam o pobre coitado

No fundo, no fundo, ele se odiava...

                                                                                                                 Ass. Dr. Norberto Mentecapto 

(Muda-se a cena, agora médico e pai conversam)

-É isso o que o doutor acha.
-Sim.
-E... qual a solução?
-Bom, há uma série de remédios que destroem imorais. No entanto, o problema de seu filho é um erro do "caso C'.
- É problemático?
 -O "caso C", por si só, não é um problema estrutural. Consiste em uma situação peculiar, em que o humano não é capaz de balancear o ser racional e irracional. Nada que uma série de choques não resolva.
-Dr, só lhe dê esses tais choques.
-Senhor, para mim dói muito lhe dizer isso. Seu filho não faz parte desse sujeito que acabei de descrever-lhe. Agnaldo é um erro humano, um pecado na nossa vasta e consistente civilização. Ele não existe para si próprio, vive em 3ª pessoa. Não necessariamente do singular. Seu filho vive em um julgamento próprio, de um lado as emoções e as vontades, do outro os deveres e pensamentos. Ele não age conforme um ser normal, ele define sua ação anteriormente a vive-la. Decide e determina o que está sentindo em um contexto x, no entanto, obviamente, você não entendeu o problema: nesse tribunal que é a cabeça de Agnaldo, o réu é seu filho, os advogados de defesa são os desejos, os de ataque, os deveres. Sabe quem é o juiz?
-Não faço a menor ideia.
-O tesão, o tesão é o juiz. Agnaldo é submetido a si próprio, é réu da vontade de fazer sexo e os mediadores de tudo isso, o mito grego Narciso, Photos o deus do amor e Éris deusa da discórdia . O que o deixa extremamente fixado em sua beleza, ama muito a todos e não quer machucar ninguém. Ama mais a si mesmo e não vive sem destroçar relações. No final quem decide é o tesão, e isso é mortífero para ele e para todos eme sua volta. Porém, existe uma solução...
-Qual??- diz o pai desesperado.
-C-A-S-T-R-A-L-O. CASTRA-LO.





















quinta-feira, 9 de junho de 2016

Caldo de Cana Salgado

Eu definitivamente não curto mais poesia, eu cansei         

 "Desisti da poesia para cortar cana"

Marmelo

Chegado inesperada
Carona inesperada
O ar bucólico da cidade impresso no rosto de seus habitantes e no gosto de sua marca
marmelópolis
Um doce morno
A cidade pacata nos desperta extrema energia
Enquanto eu repito essa frase, sinto que ela ecoa nos grandes morros e volta para mim
Ninguém me escuta
Sinto saudades de casa mas também vou sentir, quando eu sair daqui, saudades do que senti aqui

Maço

Entre cigarros e amassos
o jovem velho e carrancudo
vivia sua vida no marasmo,
em direção ao fim
por excitação demais
preferiu ser inútil e ficar sentado

terça-feira, 7 de junho de 2016

                         Legalizem as fodas                          

                                                                                                                                    Bento Pestana                




Vinte, trinta, três mil e setecentos...                                   Seres caquéticos zumbis 
Perdem-se no mato                                                             atravessam o pasto
-Pátio                                                                                  São campos de esteriótipos, mortos
                                                                                            Assumem o não existir da coisa
Desejo de sentir dor
Doido! Cu arregaçado!
-Pátio                                                                                  QUE COISA?!
                                                                                            zumbis são nossos cérebros!!
Soldados no matagal
Matar, matar                                                                        Nossos cérebros picotados em um delírio                                                                                                  de desejo. Vontade de trepar né seus                                                                                                          políticos imorais?
Matar o que?                                                                        Padres querem uma foda
Os princípios dos porra-louca
- PÁTIO DE CAFÉ
(Capataz espanca escravo)                                                   Foda
                                                                                             Foda 
Morte ao capataz                                                                   Foda
                                                                                               Foda
                                                                                                  Foda
Foda-se                                                                                Foda
Foda-se                                                                                            Foda  
Foda-se
Foda-se
Foda-se
Foda-se
Foda-se
Foda-se
                           A humanidade precisa dar uma bola e de uma bela política de legalização das fodas.

Um desenho desses que a gente faz sem-querer


Escombros e penumbras

                                                                06/06/2016,
Sou, escrevo e faço-me,
Téo em uma nova vida.
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E ja perdi as contas de
                       Tantos que são os pesos:

A me remapear, percebo que
                  Morri
                            E sou apenas um
                     Monólogo performativo morto-vivo habitando
                                  O limbo dos escombros psiquicos que sobraram
                                                                            De minha vida.
De um lado o abismo que sempre guincha por
                                                                      mais,
          Do outro aquele que me faz sempre menos.
Fragmentado, como um todo.
Fragil e mergulhado em penumbra:
                                                Entre erudiçoes defensivas e
                     Pela vida marginal de mim mesmo,
Algo entre o inominavel e o
                          Vagabundo iluminado.

Na ausencia de espelhos para ser relativo a,
                       Faço me auto-referente e
         me (re)aciono chicotes de flagelos copiosos.
Entre o tudo, o nada e chuva respingada na janela
Enterrando o uivo desesperado no nó do peito e
                                                            Suspirando tinta em um
                                              Frio de quase inverno.
             Chaves pragmaticas para caminhos simbólicos e o
                              Traçar da perspectiva de
                                                                      Nenhum caminho.

                       Imerso
        Em autocriticas superfluas e afiados estimulos digitalizados.
                            Mergulhos
                       Em turvas aguas do ser.
Aversão a ninhos e a minha culpa do meu desamparo:
            Sem sol para orbitar eu giro ao redor da sombra
Afinal, tudo que é solido desmancha no ar.

Sigo caminhando por frias calçadas de
                                                Vacuo e penumbra.
         
                             

Metamórfico

A tinta nos meus dedos vai secando aos poucos
minhas rugas agravadas
E meu corpo fissurado abriga abismos.

Sinto o vácuo
A sombra do monstro a me consumir
e a luz ao fundo murchando

(silêncio)

Me perdi.
Não vejo, não sinto, não ouço,
minha própria voz não emite som.

Olha que engraçado não?
eu morri e o assassino
fui eu mesmo!

Eis que caio em garalhadas
Bebi uns goles de loucura!

Olha lá a sombra do monstro desmanchando,
luz brotando, abismos costurados.
E eu sou a cobra a trocar de pele