quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Entremeado ao útero

Eu te procurava naufrago
Entremeada
                 Ao azul.
Eu te buscava entremeada
                    A deriva do verde,
Entremeada a serra, ao seio, ao fado.
Eu escavava o horizonte e rasgava
O entardecer
Mas você estava entremeada
Unicamente a ausência e ao branco
E ao peito
Restava o fado.
Os dias orbitavam-se leves
De baseado a baseado
Como tema de Davis e John
Entremeados a montanha
Estendendo-se pela silhueta de toda a deriva
                                                         do pasto.
Os pinheiros dançavam como espantalhos
E ao coração
Só restavam as araucárias
E os velhos LPs de blues rasgando na vitrola a triste desolação dos dias mais doces.
Eu te procurava naufrago e louco
Entremeada ao nada
Ou entremeada ao sonho.
A alma
Entremeada nas estradas de terra musculares
Que nos levam a embriagues do azul
Ou a solidão coagulada na deriva.
(Eu sou o céu).
A tarde caminhava cremosa
Por entre toda a sua face absurda
E as nuvens choravam tristes da paz que lhes dei...
Nem fracasso, nem medo
Não és moral para quaisquer e ainda há muitos dias pela frente.
Pelas bordas da Mantiqueira
E dos rios que escorrem do meu crânio
Ventres espectrais que navegam a esmo no céu
No seio da nuvem.
Da serra ao vazio ao grito
Da ausência.
Busco te entremeada a carne e a rocha
Busco te entremeada ao vale e ao sangue da sombra.

"Eu sei o que é ser louco, eu sempre fui louco"
Minha existência liquida ecoa por entre montanhas,
A tarde segue a caminhada que lhe é própria.
O lunático continua no gramado
& minhas memórias atiradas no abismo e meus olhos,
                   Meus manuscritos, meus amores
Pulam no caos
Como relâmpagos explodindo em direção a cúpula
Cristalina no céu de acrílico.
– ninguém ampara o cavaleiro do mundo delirante –

(Nos vemos no lado escuro da lua)





Dezembro de 2016, Natal



Borboletas de vidro e de sal

Meus olhos carcomidos de borboletas
E todo sal que existe no meu coração.
Atravesso as imagens em um ímpeto
Cujo qual um grito seco
E nas bordas esponjosas do horizonte
Eu bebia o mar em goles
Secos
E azuis.
Como se toda vidraria das paginas
                                      Tenha
                         Se estilhaçado no tempo.
Oceano de carne anestesiado pela paisagem de morfina
E anjos verdes e surdos que incendeiam o céu cristalino
Em
Lascívia e em manifestos niilistas que dão a descarga no mundo.
Plenitude baurética
E meu coração mastiga trechos da minha vida
E as nuvens não se apoiam em nada
E eu não apoio em nada.
Faíscas
Florestas de cobras verdes nos meus olhos
Nádegas silhuetadas na agua e
                                             Seios
                                   Nadando através do sol.
O sémen respingado nas areias oníricas...
Vicio é a incapacidade de não reagir a um estimulo,
Receba todos os cavalos na carne!!
Lírios
Escorrem dos olhos do mar como
Um saxofone ou uma livre associação espontânea.
Rostos arcaicos nas serras profundas de traz do chalé.
Minha existência acende velas no meu crânio
Tapete de fogo azul de gim e
Beijos ecoando nos reflexos
             Torneiras tossindo, ondas gemendo no mar.
Mosquitos passeando em volta das minhas angustias
Entre as colisões;
Do parto ao estrondo.
Chove sobre mim minha vida inteira
Entre a solidão e o sangue.
{moral como antinatureza}
{mundo verdadeiro enquanto fabula}
{razão é decadência}
Vontade, consciência e espirito
Como um jazz fusion muito chapadão
(Como se filosofa com o martelo).
Ahh se por acaso mude a escala dos dias
E as mentes fiquem sonhando penduradas nos esqueletos de fósforo
Invocando as
Coxas do primeiro amor brilhando como uma flor de saliva.
Poesia
Onde os mortos se fixam na noite e uivam por punhados de pena,
Onde a cabeça é uma bola digerindo os aquários desordenados da imaginação.
Ah nega!
E se por acaso eu pudesse dedilhar do fundo do meu coração
Minha plenitude agitada e a
Minha alegria inquieta?
Pois existir poderia ser mais leve e liquido como
O mar.
Borboletas voam para o horizonte na sua tristeza azul,
Eu anoiteço em meio ao meu sol respingado de verão.

(Os dias transcorriam-se tranquilos no chalé praiano)




Ubatuba, 18 de dezembro, 2016












sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

eu tenho medo

e pelo fato de que simplesmente continuo apenas capaz de lista-las, as angustias. necessidade de reafirmar pra si que talvez você tenha vozes excessivas e que nunca, menina manuela, nunca você vai rete-las o suficiente pra deixar de vazar. pelo medo de vazar e saber que as informações não podem ser alcançadas. pela lembrança da história segredo e pelo medo de estar progressivamente se aproximando da nudez frágil que por mais que verdadeira assusta crianças ou até os maduros que acabam tocando elas, pessoinhas. pelo fato de que queria que pudessem pelo menos conversar entre si, chegar a acordos racionais e sábios. mas são tantas que os acordos são inalcançáveis: não existem conversas verdadeiras com aqueles que falam diferentes idiomas. e eu peço suplico para que aprendam línguas em comum, mas os professores também não existem e as pessoinhas se mantém proximas de suas origens. pelo fato de que sim, menina. você nunca vai saber o que se quer como se quer onde se quer e quando se quer. pelo fato do querer virar precisar, menina. e pelo fato de que mesmo você pedindo, você é incapaz de fugir da sua nudez e fragilidade, essa sim, a causa e sintoma da sua decadência, seu constante desespero, dos berros das vozinhas das pessoas que crescem e ocupam um espaço que não merecem. em sumo... da queda.

Um dia, uma noite, três vidas ou só uma lembrança estranha e encardida?

Bento Pestana



As cordas do violão soam na chácara da família Barros Limeira.
As cordas do violão eram esticadas e comprimidas pelos dedos de Geraldo.
As ervas cidreiras no batente da janela começaram a ocupar, com todas as ramificações de seus galhos, todos os lados da casa.

Casa...casa... A casa era só um ambiente esfumaçado, que uma produtora de LSD ocupava.
Cheiros, cheiros, cheiros
Um homem viajava deitado no sofá, outro lambia um saco plástico que ainda guardava migalhas de uma substância química aleatória
Geraldo abandona o violão
Miles Davis começa, com pequenos toques em sua música, a transformar as coisas. Primeiro, elas desfocam um pouco, depois cada vez mais nítidas e quase como consequência,
Essa turbulência nos sentidos passa a arrastar o mundo inteiro para um caverna formada por cristais azuis.

-Paulo?! Paulo!?
-Que foi!? Fala mais baixo!
-Você pode descrever o que você está vendo pra mim?
-Amigo, vejo o chão pintado pelo reflexo do lago, que reflete as luzes das estrelas. Olha!
-Sim!!
-O céu é iluminado por rastros do pôr do sol e luzes absurdas que se misturam em um roxo alaranjado. Mas a casa é a mesma, veja!
-Sim... os queridos continuam por aí e o velho Márcio foi vender suas drogas na cidade.

montanha atravessada por uma estrada vazia e bonita. vales, morros, flores se esparramam pelos arredores e o nosso Fiat Mille vermelho segue a 100000 Km/h cruzando o asfalto e nada, nada mesmo, parece flutuar tanto quanto as rodas do nosso querido carro ou nossos olhos cor de ameixa. Os meninos também olham pela janela e amam o que vêem
Pingos de chuva esbarram na gente, me molho e lembro dos seus olhos,que jurava ter esquecido. Todo seu corpo junto ao meu corpo e tudo isso que acontece ou deixa de acontecer.

Isso foi só um dia turvo
Ou
Turvo estava o dia, ou pelo menos,
fosca estava a manhã no dia 27 de dezembro.
Mais do que isso, o cinturão verde de São Paulo, Mogi das Cruzes e outras cidades,
Foi invadido por dois meninos loucos que começaram a fumar maconha e andar numa moto, matando gente pela cidade.

Bosques de pedra na cidade de São Paulo
Eu, nu, com minhas roupas largadas e um maço de cigarros saio da estação Consolação e ando pela Paulista.
Isso aconteceu à alguns meses atrás quando tu não era tu.

Sentado nessa mesa de almoço com minha família inteira reunida, onde os assuntos como a cor do telhar parece ser algo tão verdadeiro, minha avó fica parada, sem nenhuma noção ou concentração. Ela está doente e todo mundo preocupado. Ninguém fala no assunto, só as filhas dela envenenam a mesa com certos comentários sobre o que minha avó havia esquecido. Claro, poderiam fazer uma lista. O chão de madeira é velho, tudo aqui é velho e quase todos os valores parecem ruir, com os pratos quebrados e vozes que sentam ou sentaram naquela mesa um dia,
a gente consegue ver umas baratas no jardim, outras dentro do piano, a cozinha parece um manicômio por onde formigas saúvas passam e passam atrás de velharias para esconder embaixo da terra.
Meu primo bebe um gole de guaraná.
Meu tio adverte minha irmã enquanto ela come
Minha tia e minha mãe discutem o nome de uma música e meu avô conversa com o agregado da família.
Minha vó parece distante, talvez falando dentro de sua cabeça conosco.
Minha irmã me olha... meu primo me olha... eu olho para o nada
Isso é relevante? Essas pessoas grunindo, tossindo, comendo, babando. Deliro em silêncio, minha vó observa seus fantasmas que habitam a casa e sua cabeça
enquanto no almoço, os frangos são distribuídos e repetidos por todos.
Aquele almoço é um flash back, uma memória ou uma mistura de lembranças que sussurram e angustiam todos os presentes, e todos sem exceção vêem aquela que um dia já foi nova, já amamentou os tios e tias, mães e pais da família perder sua vida a cada dia. E cada dia passa morto como se fosse o começo de uma lembrança estranha que se misturou-se com outras tantas, estranhas ou não.

Espaço que o tempo ocupa
O dia que passa amarelado
Isso já aconteceu
Estou nu e sujo e nos meus sonhos as pessoas morrem
as vezes, sou eu mesmo que mato



Pesadelos pichados. Eu morri? Está tudo quieto e machucado...está tudo quieto e machucado

Jão escuta um apito agudo. Jão olha para os lados da piscina onde dormia, reconhece alguns momentos de alucinação e simplesmente começa uma marcha frenética em direção ao som do trompete
                                          São Paulo- dia 11-dia 27
                                          Mogi das Cruzes- dia 27-29

O transito está parado e... estamos só nós dois e esse calor escroto, além de nosso cigarro.
Solo quente do asfalto, os carros escorregam pelos acostamentos para ganhar tempo. Que tempo?
Logo aqueles dois caras também chegam e parecem exaustos de alguma noitada. Ascendemos um cigarro...mar, praia, mar, praia, mar, chapada, mar, chapada, cachoeiras gigantescas um folha eu, ela, ele, aquele, outro, coisa e tal

Eu e Pedro, homens nus, com olhos tortos e chapados...
Vamos abrir uma biqueira na Casa Branca
Pau no seu cu Tatu:)

E na casa ainda se ouvia as notas do miles e
                                                               tudo era você e tudo era você
                                              seja lá quem for,
                                                                     como diria Tencio
                                           Um dia, chegaremos ao mar e há de ser sublime.





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Ao que vai nascer

       Teodoro nascia e vivia em um sertão que lhe era próprio. As pequenas roças de milho e fumo banhadas pelo roxo e o laranja dos entardeceres eram a sua sina e ele queria ser todos os destinos e inexoráveis em sua ansiedade palpitante de seus breves  dezessete anos.
       Em uma tarde solta Teodoro sentia o silencio sob o peito. Estava inquieto. De sua janela via o moinho amarelo e os olhos doces de Alice navegando pelo céu ensolarado de uma paz sertaneja. Tomou meio copo de um café morno do bule em cima do fogão a lenha da cozinha e saiu para dar um passeio em sua bicicleta vermelha onde diariamente diariamente ruminava os pesos e os dias. As nuvens estavam mastigando o marasmo e as pedrinhas vermelhas da estrada de terra farfalhavam sob a roda da bicicleta enquanto Teodoro estendia seus olhos vividos e redondos pelas planícies desoladas do cerrado. Não cabia em seu peito as incertezas de ser mais um homem caminhando sobre esse chão poeirento. Algo o incomodava la dentro, um peso estranho e abstrato junto com uma sede inexplicável de viver mas para alem da melancolia estava até alegre. Sorria.
       Prosseguia pedalando pelo seu sertão.
       Ouvia nitidamente em seu coração a sua ultima conversa com o velho Hugo Salomão. Hugo era um velho homem que criava galinhas em sua granja e estudava filosofia nas horas vagas. Estavam ambos sentados na sala do velho tomando café com leite em xícaras azuis. Hugo sentou na sua poltrona e acendeu um cachimbo de tabaco. Desde pequeno Teodoro adquiriu o habito de varar longas tardes jogando conversa fora com o velho. Hugo Salomão deu duas baforadas fumegantes no seu cachimbo e começou a balbuciar sonolento:
         " – Sua angustia é imatura. Possuis uma sede lasciva de ser a vida em todos os seus âmbitos e destinos. Quer fazer ser de verdade, quer chegar ao mar mas ainda é simplesmente muito jovem. Não leve a mal, um dia vais entender. Gosto muito de ti Teodoro, tens olhos doces e é um menino sensível. Qual a sua moral? A hipérbole da razão é saber quais deuses devemos matar e quais devemos fingir estarem vivos. Talvez sua cabeça não esteja pronta para enfrentar seu tempo mas é preciso dar um tiro no escuro: um sim, um não, uma linha reta e uma meta. Entre o pensamento e a expressão existe o tempo de uma vida.
         – Tenho medo Hugo – disse Teodoro hesitante – minha única moral é o medo que eu sinto.
         – Pois é a única moral para quaisquer. Acerte sem dó os ídolos com o diapasão do martelo para ouvir seu eco seco, oco e visceral. Não siga lideres. Viver é um deriva que exige apenas muitas lagrimas nos olhos e muita coragem pra suportar. Talvez a única solução o para a vida seja ou Deus ou a morte. Não busque soluções, seja absurdo. Um homem que vive de antagonismos honra a vida pela tragédia. Metafísica é apenas outro nome para as figuras em exibição. Ache uma garota com olhos doces e se case, se quiser. Tenha calma e viaje muito, nunca guarde seu coração inteiro para si. Aprenda a navegar pelo método e pela pulsão. Sofra. Diga não a fabula eterna que cega mas sim ao rosto, ao gesto e ao drama terreno que exigem uma difícil sabedoria e uma paixão sem amanha.
          – Meus sonhos para alem do sertão me apertão o peito. Devo ir ou devo ficar?
          – A grande questão de cada homem é decidir a morte interna do seu Deus ou do seu diabo.
          – Devo ir??! – Os olhos redondos de Teodoro faiscavam de ansiedade e inocência.
          – Decida por você mesmo" – O velho concluiu e deu uma baforada fumarenta em seu cachimbo.
          A lembrança da conversa o angustiava. Precisava se tornar alguém mas quem e porque? Será que ele era algo para além de um poço de duvidas e um sorriso? A tarde engatinhava sonolenta. As nuvens gigantescas espalhadas pelo céu de um começo de entardecer, as nuvens pontilhadas e esticadas por espátulas e os floquinhos sólidos de nuvens de leite navegavam a esmo. A estradinha vermelha seguia infinita cortando pastos e plantações de milho e cana de açúcar. Esporádicas casinhas de tijolo onde cachorros vira latas latiam ou caipiras entediados fumavam cigarros de palha em cercas de arame farpado.
        O sol irradiando pelas planícies desoladas do cerrado subitamente o lembraram dos suaves cafunés de Alice. Seu coração voou para aqueles momentos que sempre guardava dentro das caixinhas especiais das memórias bonitas;
        Outra tarde ensolarada. No açude ao leste da vilazinha Teodoro e Alice nadavam pelados e despreocupados. Gostava de passar os dias a contemplar os olhos doces de Alice. Sairam da agua e olharam para as nuvens. Teodoro deitou no colo dela e começou a devanear. Alice fazia um cafuné carinhoso e acendeu um baseado. Seus seios morenos palpitavam ao sol e ela lhe deu um beijo cálido.
        – "Alice, o que tem depois do céu?
        – Talvez a noite.
        – E depois da noite?
        – Seila Téo, hehehe, como eu vou saber? Alem do mais você se faz perguntas de mais menino.
        Teodoro fumou com calma o baseado. Não sentia pressa. Olhou para os olhos de Alice. A tarde estava explodindo em um céu de fogo. Alice suspirou e deu um sorriso. Apagou a bagana. Seus olhos fitavam o açude e todas as colinas em volta.
        – Qual o seu sonho Téo?
        – Voar até o céu
        – Mas o céu é só um lugar onde nada nunca acontece
        – É sublime, não sei... – devaneava Teodoro – ... Alice, você tem olhos tão doces...
        – O céu é doce Téo?..."
        A cena se esvaia como o tempo escorrendo pelas suas mãos. Teodoro continuava a sua meditativa pedalada pelo entardecer.
        Agora o sol se punha de fato. Tudo girava em sua cabeça: As certezas, os medos e as inquietações e todos os anos doces passados naquele sertão timido e todas as colinas que o cercam e tudo que esta para alem delas, uma sede de vida, uma sede inexplicável de vida, uma inexplicável e naufraga sede de vida. E pensava em Hugo Salomão, e em Maria Alice, pensava nos pais, nos irmãos e no seu querido e único amigo Godofredo. Se fosse se tornar alguém seria apenas uma consequência. Consequência  dos medos e dos sonhos que não cabiam no seu peito nos entardeceres vermelhos. Sabia que só tinha o dia e a noite como companheiros e sabia que amava a vida. A odiava também mas no final Teodoro era simplesmente incapaz de desprezar algo.
        Chegou ao final da estrada e olhou para o velho e gordo sol se pondo atrás do vale depois do pasto e explodindo em vermelho, azul, rosa, roxo, laranja, lilás. E chorava, chorava tudo, chorava os pesos e os sorrisos, chorava o mundo, a saudades do futuro e o esplendor colorido da vida que se explodia naquele por do sol no cerrado.
         Jurou sua existência para aqueles céus.
         Levantou seus olhos vividos e redondos para a bola flamejante que mergulhava entre as montanhas. Sabia que nada sabia...

          Teodoro olhou para tudo aquilo e não sabia se ele que esperava a vida ou a vida que aguardava ansiosamente por ele.
           (Iria descobrir por sua própria conta)



                                         7 de janeiro de 2017, chacara, Brasilia,
                                                                                                             (Téo)