Esse blog tem como objetivo tornar publico ideias artisticas fracassadas de um bando de medíocres pretensiosos. Aqui você escontrara poemas, tirinhas, textos e outros lixos pseudo-artísticos. Seja bem vindo.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
eu tenho medo
e pelo fato de que simplesmente continuo apenas capaz de lista-las, as angustias. necessidade de reafirmar pra si que talvez você tenha vozes excessivas e que nunca, menina manuela, nunca você vai rete-las o suficiente pra deixar de vazar. pelo medo de vazar e saber que as informações não podem ser alcançadas. pela lembrança da história segredo e pelo medo de estar progressivamente se aproximando da nudez frágil que por mais que verdadeira assusta crianças ou até os maduros que acabam tocando elas, pessoinhas. pelo fato de que queria que pudessem pelo menos conversar entre si, chegar a acordos racionais e sábios. mas são tantas que os acordos são inalcançáveis: não existem conversas verdadeiras com aqueles que falam diferentes idiomas. e eu peço suplico para que aprendam línguas em comum, mas os professores também não existem e as pessoinhas se mantém proximas de suas origens. pelo fato de que sim, menina. você nunca vai saber o que se quer como se quer onde se quer e quando se quer. pelo fato do querer virar precisar, menina. e pelo fato de que mesmo você pedindo, você é incapaz de fugir da sua nudez e fragilidade, essa sim, a causa e sintoma da sua decadência, seu constante desespero, dos berros das vozinhas das pessoas que crescem e ocupam um espaço que não merecem. em sumo... da queda.
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