Arvores de aço com folhagem de fumaça
Copos de gelatina cheios de café de formica
Minha conciencia escorre sem formas
E minhas formas jazem sem parametro.
Sem parametros e afogado em um oceano de seringas
Que situação...
Morfeu e Dionisio se embebedam de gasolina,
Enquanto Jesus Cristo e Dilma Rouseff fumam um atras do quintal,
Em uma fervilhante jam session; Miles Davis e Edgar Allan Poe,
Buda esta de saco cheio de cigarros baratos, da solidão e de Caetano Veloso.
Sem parametros, sem certezas:
Só possuo meu proprio vazio para me agarrar:
E a ele me agarro com unhas e dentes,
Faço de minha duvida minha unica certeza,
Do meu caos meus unico chão
E do meu abismo meu unico céu.
Arvores de aço com folhas de fumaça
O café de formica corroe o copo de gelatina
E eu fito o putrido lago de cranios e tendoes
Que jaz abaixo dos placidos e purpureos céus eletronicos.
Tudo passa sobre a terra.
Tudo passara.
Esse blog tem como objetivo tornar publico ideias artisticas fracassadas de um bando de medíocres pretensiosos. Aqui você escontrara poemas, tirinhas, textos e outros lixos pseudo-artísticos. Seja bem vindo.
terça-feira, 31 de maio de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
Araraquara(s)
I
18/05, estrada
"Tristes varzeas cinzas e vazias
Na estrada pingada para o oeste paulista
Planices ocas injetadas de vacuo obliquo
Nuvens flacidas murmurando uma
Canção azul marinho.
Canaviais silenciosos, horizonte, melancolia
Apenas um triste poeta com seu sobretudo jeans
Lamurioso e bebado de cores
Opacas."
II
18/05, acampamento cachoeirinha
"A cabana de pau do seu ceará;
A terra batida e a roça timida,
O sorriso sem geito e rustico e a lagrima autentica
Galinha, café, farinha de mandioca
O coraçao espontaneo e o choro da sanfona
O entardecer terroso e a luta pela terra.
O radinho quebrado e o colar de chocalho de cascavél,
Amigaveis cães e belas prosas,
Simplicidade melancolica, melancolia sertaneja,
Levemente alegre e entardecida."
III
19/05, noite
"Passeando por céus inconstantes
Passeando por varzas ocas e olhares sem essencia,
Passeando rumo ao instinto, passeando
cincundando abismos e evitando espelhos.
Passeando, indo, quem sabe um dia eu volte a te encontrar.
Se eu não inflo, flacido e roto eu apodreço,
Apodrecido ou velho, quem sabe
Só confuso e um tanto quanto sem geito...
Indo, passeando, mas para onde eu vou?
Rumo é só ilusão, o destino é apenas o proprio trajeto,
Metaexistencia, noite, risadas,
Dois amados Lucas e agora sou só devaneios
Só isso importa,
O resto é só estimulo"
IV
20/05, Usina Santa cruz
"Plantaçoes mecanicas e infinitas
Derramadas sobre planices,
Fabrica de nuvens, toxicas e putridas
Canaviais desolados e estradas esquecidas,
Cheiro morimbundo e cana
cana, cana.
Gigantes metalicos rugindo como deuses de aço banhados em prata
Elétrolitica, cortando os pentelhos alcooleiros
Da enorme maquina-latifundio
Cana, cana, cana,
Desolaçao
imensos postes falicos a
vibrar elétricos como telepaticos fantasmas
No marasmo agricola e interminaveis canaviais de
Araraquara"
18/05, estrada
"Tristes varzeas cinzas e vazias
Na estrada pingada para o oeste paulista
Planices ocas injetadas de vacuo obliquo
Nuvens flacidas murmurando uma
Canção azul marinho.
Canaviais silenciosos, horizonte, melancolia
Apenas um triste poeta com seu sobretudo jeans
Lamurioso e bebado de cores
Opacas."
II
18/05, acampamento cachoeirinha
"A cabana de pau do seu ceará;
A terra batida e a roça timida,
O sorriso sem geito e rustico e a lagrima autentica
Galinha, café, farinha de mandioca
O coraçao espontaneo e o choro da sanfona
O entardecer terroso e a luta pela terra.
O radinho quebrado e o colar de chocalho de cascavél,
Amigaveis cães e belas prosas,
Simplicidade melancolica, melancolia sertaneja,
Levemente alegre e entardecida."
III
19/05, noite
"Passeando por céus inconstantes
Passeando por varzas ocas e olhares sem essencia,
Passeando rumo ao instinto, passeando
cincundando abismos e evitando espelhos.
Passeando, indo, quem sabe um dia eu volte a te encontrar.
Se eu não inflo, flacido e roto eu apodreço,
Apodrecido ou velho, quem sabe
Só confuso e um tanto quanto sem geito...
Indo, passeando, mas para onde eu vou?
Rumo é só ilusão, o destino é apenas o proprio trajeto,
Metaexistencia, noite, risadas,
Dois amados Lucas e agora sou só devaneios
Só isso importa,
O resto é só estimulo"
IV
20/05, Usina Santa cruz
"Plantaçoes mecanicas e infinitas
Derramadas sobre planices,
Fabrica de nuvens, toxicas e putridas
Canaviais desolados e estradas esquecidas,
Cheiro morimbundo e cana
cana, cana.
Gigantes metalicos rugindo como deuses de aço banhados em prata
Elétrolitica, cortando os pentelhos alcooleiros
Da enorme maquina-latifundio
Cana, cana, cana,
Desolaçao
imensos postes falicos a
vibrar elétricos como telepaticos fantasmas
No marasmo agricola e interminaveis canaviais de
Araraquara"
Um leve poema sem eloquencia
Sabado, 14/05, morro de frente ao céu, Serra,
"Deite coração,
Faça te liquido deitado na colina
A fitar flocos de nuvens pairando sobre a serra
Faça te leve ao abraçado por araucarias
Defrente ao matagal de samambaia
Ao som dos passaros ao vento...
Faça te rio coração, pois o rio escorre perto
E o rio, coraçao, é tão frio e tão azul
& meu chapeu de palha deitado no pasto
Porque é tanto amor coração
E tambem tanta dor mas
Tambem as montanhas a abraçar o azul do céu de minas...
E amor é só uma palavra
E de que servem as palavras quando me liquefaço a deitar no amago do espontaneo?
– Vacas peregrinas cruzam o pasto e se diluem paragraficas
Ah coração, a vida é um oficio;
A sombras atras de mim, volto-me e olho e
Sou sempre só eu
"– Pai, que faço eu da morte?
– Foge filho, é a unica sorte"
"Deite coração,
Faça te liquido deitado na colina
A fitar flocos de nuvens pairando sobre a serra
Faça te leve ao abraçado por araucarias
Defrente ao matagal de samambaia
Ao som dos passaros ao vento...
Faça te rio coração, pois o rio escorre perto
E o rio, coraçao, é tão frio e tão azul
& meu chapeu de palha deitado no pasto
Porque é tanto amor coração
E tambem tanta dor mas
Tambem as montanhas a abraçar o azul do céu de minas...
E amor é só uma palavra
E de que servem as palavras quando me liquefaço a deitar no amago do espontaneo?
– Vacas peregrinas cruzam o pasto e se diluem paragraficas
Ah coração, a vida é um oficio;
A sombras atras de mim, volto-me e olho e
Sou sempre só eu
"– Pai, que faço eu da morte?
– Foge filho, é a unica sorte"
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Fotos de uma prisão cheia de seres supostamente livres
Exaltados prisioneiros me encaram,
"mesquinho!" - eles dizem.
Me prendem na sala azul
eles lá
eu aqui.
Me torturam.
Olha lá a porta vermelha,
porta para noite.
Eu estou me perdendo
e eles com seus olhares
me cobrem de pedras.
Estou pesado,
está difícil continuar caminhando.
Eis que tudo para!
Os monstros que me prendiam
começam a dançar em círculos.
Eu os imito,
eles caem em gargalhadas.
Eu deixo de ser esquisito,
eles me soltam.
Aqui um tolo a dançar com seus monstros
E lá um eu preso por mim e meus soldados.
Meus soldados todos iguais.
A vestirem armaduras metálicas
e lutarem lutas coreografadas.
"mesquinho!" - eles dizem.
Me prendem na sala azul
eles lá
eu aqui.
Me torturam.
Olha lá a porta vermelha,
porta para noite.
Eu estou me perdendo
e eles com seus olhares
me cobrem de pedras.
Estou pesado,
está difícil continuar caminhando.
Eis que tudo para!
Os monstros que me prendiam
começam a dançar em círculos.
Eu os imito,
eles caem em gargalhadas.
Eu deixo de ser esquisito,
eles me soltam.
Aqui um tolo a dançar com seus monstros
E lá um eu preso por mim e meus soldados.
Meus soldados todos iguais.
A vestirem armaduras metálicas
e lutarem lutas coreografadas.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Acido lisérgico (antigo)
"Quadrados adormecidos,
Triangulos urbanos deturpam paisagems
Balbucios caco-dodecafonicos
As cores que escorrem e o sabor sanguineo de nostalgia,
Suor oleoso roxo
Que escorre, manchando o seio com
O pranto da eterna culpa.
Lua chora psicodélica
Fumaram com olheiras fundas,
Em varandas encardidas com a cabeça
Pipocando LSD e delirios fundos na erva,
E embriagados deitamos nas margens do rio do tempo
Em uma eterna revolta com as noites mal dormidas,
E o tempo nos disse, por entre tragadas profundas:
"Só seja".
E tudo explode como em um caldeirão
Mundo alucina com febre
A amizadade sobre tudo prevalece!
A cidade nua a dançar a
Meia noite, para o poeta, dança salpicada de luar
Explosoes de saxofones ao entardecer.
Memórias imaculadas impressas na tela da empiria
Tomar riscos, seguir em frente...
Cerébro imprime loucura em roxo amarelo e verde, que horas são?
Hidratar-se no amago do abstrato
Coluna estrala, mundo derrete-doce
Batata palha surrealista
, isqueiro e acido lisérgico.
Quadro do peixe sustenta a espinha dorsal da sala
Epicentro de tudo, destilo em cores o todo na minha cabeça,
O que eu escrevo precisa ter algum sentido?
Algo faz a porra de algum sentido?
Ejaculaçoes liricas de todas e nenhuma cor,
Entre o rosto, a vida e as cartas de um baralho.
Dedilhados de sabedoria - grita a noite, a metropole
Cachimbo de vidro vaporiza sanidade azul cristal
Voam palavras simbolos vazios pelas
Mesas placidas da casa de Jean...
... Vidro, vidro, concreto, tri-luz
Embaralha as cartas da mesa dealer do inferno!
Tempera a vida com tua morna boemia.
Ainda estamos na sinestesia cinematografica?
, isso é só um jogo?
Copo de vidro da volta ao mundo em cima da mesa,
-ainda é aquela mesma velha existencia...
Realidade se destaca na cor de vidro do cobre
Olho tudo em volta, bolha suspiro
LSD
Estamos todos reunidos numa pessoa só
A pescar pessoas no mar
E conosco o garfo-conceito prateado
E todas as palavras, sempre tao virtuais
Simbolos, simbolos, só atomos no espaço vazio
Pessoas, significados, afetos e construçoes de transcendencia
Tudo segue inalterado para o ancião louvadeus de prata, ele cospe lagrimas em todos que
Chegarem na conclusao quantico existencial.
Todas as cores e informaçoes
Que cozinham em meu cerebro alucinado.
Sou só percepçoes, vamos la
Enterno mergulho na madrugado, no breu,
No poema infame da noite,
Sinta a poesia, plena, pura
Notas de guitarram voam, sinta
A vida é um cigarro
Só vai la e fuma
."
Triangulos urbanos deturpam paisagems
Balbucios caco-dodecafonicos
As cores que escorrem e o sabor sanguineo de nostalgia,
Suor oleoso roxo
Que escorre, manchando o seio com
O pranto da eterna culpa.
Lua chora psicodélica
Fumaram com olheiras fundas,
Em varandas encardidas com a cabeça
Pipocando LSD e delirios fundos na erva,
E embriagados deitamos nas margens do rio do tempo
Em uma eterna revolta com as noites mal dormidas,
E o tempo nos disse, por entre tragadas profundas:
"Só seja".
E tudo explode como em um caldeirão
Mundo alucina com febre
A amizadade sobre tudo prevalece!
A cidade nua a dançar a
Meia noite, para o poeta, dança salpicada de luar
Explosoes de saxofones ao entardecer.
Memórias imaculadas impressas na tela da empiria
Tomar riscos, seguir em frente...
Cerébro imprime loucura em roxo amarelo e verde, que horas são?
Hidratar-se no amago do abstrato
Coluna estrala, mundo derrete-doce
Batata palha surrealista
, isqueiro e acido lisérgico.
Quadro do peixe sustenta a espinha dorsal da sala
Epicentro de tudo, destilo em cores o todo na minha cabeça,
O que eu escrevo precisa ter algum sentido?
Algo faz a porra de algum sentido?
Ejaculaçoes liricas de todas e nenhuma cor,
Entre o rosto, a vida e as cartas de um baralho.
Dedilhados de sabedoria - grita a noite, a metropole
Cachimbo de vidro vaporiza sanidade azul cristal
Voam palavras simbolos vazios pelas
Mesas placidas da casa de Jean...
... Vidro, vidro, concreto, tri-luz
Embaralha as cartas da mesa dealer do inferno!
Tempera a vida com tua morna boemia.
Ainda estamos na sinestesia cinematografica?
, isso é só um jogo?
Copo de vidro da volta ao mundo em cima da mesa,
-ainda é aquela mesma velha existencia...
Realidade se destaca na cor de vidro do cobre
Olho tudo em volta, bolha suspiro
LSD
Estamos todos reunidos numa pessoa só
A pescar pessoas no mar
E conosco o garfo-conceito prateado
E todas as palavras, sempre tao virtuais
Simbolos, simbolos, só atomos no espaço vazio
Pessoas, significados, afetos e construçoes de transcendencia
Tudo segue inalterado para o ancião louvadeus de prata, ele cospe lagrimas em todos que
Chegarem na conclusao quantico existencial.
Todas as cores e informaçoes
Que cozinham em meu cerebro alucinado.
Sou só percepçoes, vamos la
Enterno mergulho na madrugado, no breu,
No poema infame da noite,
Sinta a poesia, plena, pura
Notas de guitarram voam, sinta
A vida é um cigarro
Só vai la e fuma
."
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Esta tudo bem mãe (eu estou apenas sangrando)
O que ela esta escrevendo?
Mersault, o homen aburdo
Esta tudo bem mãe (eu estou apenas sangrando)
O que ela esta escrevendo?
Se entregar a indiferença?
Adeus chapeu de torta de carne de porco,
Vou sempre repetir:
São as figuras em exibição.
Ahh! um dia vou morrer de ansiedade
O que eu estou escrevendo?
Sabe, as vezes a vida pode ficar um bocado solitaria...
Intertextualidade, falta de inspiraçao ou angustia?
Esta tudo bem mãe (eu consigo fazer).
Erudito marginal ou só mais um filho da puta?
No amago casto da lascivia,
Só preciso cultivar e colher, viver para ter,
Coragem pra suportar!!
A projeção de um amparo ou apenas um novo amanhecer?
Assim disse o trovão...
E a lamentação ferve pelas suas veias mas diferente de antes
Você percebe que agora é só mais um homem
A chorar.
Green grass, blue eyes, grey sky, god bless,
Silent pain and happines,
I just happen to be here and its okk
Vupt, balbucio, zunido, faca, caneta, vupt
vupt, estimulos, zunidos, vupt, balbucio e
Indiferença.
Sim, me ponham todos em uma cruz,
Um julgamento, me acusem de todas as minhas
(des)humanidades, gritem, me confirmem
meu apodrecimento, cuspam a verdade
Dos meus torpes olhos sem brilho.
Sim, eu grito um grito mudo e só quero chamar a atenção,
Sim, eu escrevo poemas de merda para aliviar minha situação.
Eu me encontro, me perco, me diluo &
Me vejo em guerra comigo mesmo e saturado grito:
"Okk, acho que ja tive o suficiente o que mais você pode me mostrar?"
Se meus pensamentos-sonhos pudessem ser vistos
Eles provavelmente colocariam minha cabeça em uma guilhotina.
Mas esta tudo bem mãe, é a vida e a vida apenas
Mersault, o homen aburdo
Esta tudo bem mãe (eu estou apenas sangrando)
O que ela esta escrevendo?
Se entregar a indiferença?
Adeus chapeu de torta de carne de porco,
Vou sempre repetir:
São as figuras em exibição.
Ahh! um dia vou morrer de ansiedade
O que eu estou escrevendo?
Sabe, as vezes a vida pode ficar um bocado solitaria...
Intertextualidade, falta de inspiraçao ou angustia?
Esta tudo bem mãe (eu consigo fazer).
Erudito marginal ou só mais um filho da puta?
No amago casto da lascivia,
Só preciso cultivar e colher, viver para ter,
Coragem pra suportar!!
A projeção de um amparo ou apenas um novo amanhecer?
Assim disse o trovão...
E a lamentação ferve pelas suas veias mas diferente de antes
Você percebe que agora é só mais um homem
A chorar.
Green grass, blue eyes, grey sky, god bless,
Silent pain and happines,
I just happen to be here and its okk
Vupt, balbucio, zunido, faca, caneta, vupt
vupt, estimulos, zunidos, vupt, balbucio e
Indiferença.
Sim, me ponham todos em uma cruz,
Um julgamento, me acusem de todas as minhas
(des)humanidades, gritem, me confirmem
meu apodrecimento, cuspam a verdade
Dos meus torpes olhos sem brilho.
Sim, eu grito um grito mudo e só quero chamar a atenção,
Sim, eu escrevo poemas de merda para aliviar minha situação.
Eu me encontro, me perco, me diluo &
Me vejo em guerra comigo mesmo e saturado grito:
"Okk, acho que ja tive o suficiente o que mais você pode me mostrar?"
Se meus pensamentos-sonhos pudessem ser vistos
Eles provavelmente colocariam minha cabeça em uma guilhotina.
Mas esta tudo bem mãe, é a vida e a vida apenas
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