quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Cirurgia (dissecação simbólica)

(...Estendia-me murchado deitado em azuleijos encardidos. A luz ofuscante, palida e amarelada como um sorriso do Diabo a me causar dores nas temporas e delirios efemeros. Nao sei se possuo corpo mas em caso afirmativo sei que ele dói e sangra e fervilha em pustulas de negro pus. Não possuo nome nem voz, talves apenas conciencia. Nomes, vozes, um caldeirão de impetos. Não sei ao certo como vim parar aqui e nem como pretendo sair. Sou apenas um corpo anonimo sangrando em uma sala de azuleijos sujos com uma unica e aguda luz amarelada como um prego pontudo penetrando lentamente bem no meio dos meus olhos. Da dor e da voz se descompunham vozes e consequentemente angustia...

1- Sou um jardineiro, um embaixador. Acima de tudo cognição. Diariamente cultivo meu precioso jardim de simbolos. Minha sina é o metodo, minha angustia o controle e meu inferno o porque. Sou a estruturação e toda estrutura alem do provedor de todas as simbologias e todas as significaçoes. Meu dilema é o juizo sobre o jardim com tendencias patologicas ao absoluto sendo impotencia e onipotencia duas faces da mesma moeda. Sou a ponte entre a fantasia e o real também. Sou toda estrutura cognitiva e um masoquista sadico adepto de lamina do eterno porque. Sou em suma um escravo preso a vislumbrar o seu próprio conceito de angustia.

2- Sou a pulsão, a vontade, a potencia. Insaciavel, quero sempre mais, quero sempre agora. Sou uma seta que se impele em direção ao mundo e me norteio pela simples formula de evitar dor e buscar prazer. Minha sina é a soberania, meu desejo é a carne e meu inferno a frustração. Sou de verdade um fracasso, um escravo do meu paradoxo. Pelo medo do frustrar não me arrisco. Sou um impulso disfuncional. Sou um cavalo decadente, lascivo e asquerosamente egoista. Nao sou pelo medo de não ser. Nao me realizo pelo medo de não me realizar. Sou em suma apenas mais um escravo preso a vislumbrar seu próprio conceito de angustia.

3- Sou a antitese; A repressão, a censura e a culpa. Sou o anti-eu, o auto-flagelo com função adaptativa. Nao de fato me importo com a integridade do todo. Sou o chicote que se ultiliza da projeção da onipotencia absoluta para se jogar constantemente no abismo da impotencia, no caso igualmente absoluta. Sou o inquisidor inargumentavel e o castrador castrado. Como meu sucesso depende do fracasso e meu prazer depende exclusivamente da dor me considero, em suma, bem sucedido.

4- Sou a unica redenção existencial para além do suicidio: A revolta. A revolta primordial, primitiva, infantil, impetuosa. Sou o estranhamento primeiro entre o existente e a existencia, sou o grito do desejo enclausurado no real, a subversão dos contextos e das estruturas. Sou a incognita na equação do viver, o rebelar-se contra a condição. Sou a revolta metafisica e nunca poderei ser atenuado ou domado no vai-vem cotidiano do dia dia.

5- Sou o afeto. Alimento-me de abraços, carinhos e amparos. Aconchegos. Sou algo entre o amor genuino e um reflexo deturpado da lascivia. Sou envaginante, altruista e tendo a carregar universos nos meus ombros. Sou o impulso inexplicavel, uma carencia com véu de virtude. Sou fraco a certo ponto. Minha sina é cuidar e amar e ser cuidado e amado. Sou o que existe de Deus no homem. Sou o amor mas tive meus tentaculos amputados e carbonizados por um espectro feminino com olhos de fumaça e labios de mercurio. Dessa carcaça de tentaculos me expresso através de minusculos fiapos musculares que tentam se agarrar a algo mas talves eu tenha morrido de vez. "Amou" está escrito na minha lapide sangrenta. É, talves morri para sempre, sou algo entre a vida e a morte, um limbo. Estou paralisado mas entre espasmos me expresso de forma timida e cadavérica. Em suma, um fantasma de aspecto cálido.

6- A deriva me é intrigante. Só curiosidade: matar ou morrer, viver é perigoso e sem duvidas não podem haver certezas. Minha sina é o movimento, o meu orgasmo é o frenesi. Minha angustia é a estrutura e minha castração o cotidiano. Enveredar ou não, eis a questão. Sinto me pesaroso de não poder devorar com voracidade o mundo e todas as suas planices, mares e colinas. Ou só ir, para não mais voltar. Subverter o esqueleto e a raiz, sendo por intermédio liquido, espontaneo e muscular. Sou a deriva e o âmago bagual do ser, apenas freneticidade.

7- Sou o âmago, o transcendente e o supra sumo criativo no homem. Sou completamente louco, lisergicamente onirico alem de colorido e acima de tudo oceanico. Sou amorfo, fuido e solipsista. Sou arte, sonho e transcendencia abstrata e sinestésica. Sou o mais profundo nucleo na alma humana, o onipotente primario. Meu unico inimigo e medo é o real. Mas sou o que resta para o homem depois de matar deus. Isso porque apenas no sublime ato de dar luz a uma criação o homem se torna deus por um intante e realiza o seu reprimido complexo de édipo metafisico. Sou imaginação, o inconciente e todas as cores de um olho inocente e malicioso.

... Acordava do delirio na mesma sala diabólica: azulejos, sangue, sujeira e pus. A luz amarelada me causava espasmos doloridos e ganidos bestiais. Não estava mais sozinho na sala: dezenas de carcaças corpseas e sangrentas se contorciam e uivavam e murchavam em uma existencia carnal, fétida e nauseabunda. Minhas temporas doiam e eu sangrava e entendia, sim eu finalmente entendia e gargalhava pus amarelado em um acorde esquizofrenico. Eu simplesmente entendia...)


Sim Téo, possuis muitos vermes dentro de você




6 de setembro de 2016, Sao paulo

domingo, 25 de setembro de 2016

Posso

Posso
Vou e posso

Professor popular,
que mostra a cara
Viajante da história,
que é sujeito mútuo
Garçom de litrão,
alegrador do botequim
Louco da madrugada,
que agita e provoca
Escrivão do calendário,
escondido na tinta
Violão de puxadinho,
tão doido quanto livre
Roteirista de época,
revisitante do subliminalismo
Médico da mente,
condor da sobriedade humana

Posso
Vou e posso;

Só não posso deixar de ser



terça-feira, 20 de setembro de 2016

De pé

De pé.
Um 
Dois 
Três 
e o quarto é de concreto 

Não é reto 
De mato 
Me mato 
pra sair 

São retas as linhas 
As curvas 
São mudas 
Surdas 
e moram longe

E não sei se sou retilínea 
ou de carne ou de curva 

E não sei se sou curva
Se sou muda
Se sou surda 

e se devo fugir

Alquimia cotidiana

Os solavancos inconstantes
Que de cotidiano praxe se tornaram,
Passos meus.
Rente ao chão e rente a chumbo
Como a esfumaçada penumbra das cinzas
Amparando a brasa escarlate
De um cigarro ou uma bagana qualquer.
Um choque entre o querer e todos os muros absurdos que nos cercam.
Na alquimia do verbo pintei vertingens, o inexprimivel,
Epopéias solitarias, felicidade entumecida,
Angustia.
O breu colorido é utopia, não há marasmo no céu
Só a chão pós-pé.
Sim, cavalgue a serpente 21 kilometros garota
Através de seu precioso deserto de medos fumegante e secos
Para a terra das chuvas mornas e torrenciais,
Licores diabólicos transpirando.
Flutuando a esmo por calçadas encardidas
Espero que estejas bem Marinheiro
Por essas veredas novas e fecundas de
Familhar e hostil absurdo,
Minhas planices, meus mares e minhas montanhas
Um novo contexto:

Espero que suportes o peso cinza das nuvens

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Estilhaço se Espalhou pelo Ar

Por quê? Por quê?
Que porra é essa?!
Pra que? Pra que?
Quais os sentidos?!
     To louco
Olho arregalado
Coração ecoando
Formigamentos na bunda (cadeira)
Inspira! Expira!
Inspira! Expira!
Como existe tanta coisa?
Da onde surge tudo isso?
  Todas as risadas
       O quê?
Mecanismo de defesa?
Linguagem Simbólica
Mas e além disso?
Tem que ter um sentido
E essa frieza? Esse narcisismo?
Moléculas na piscina dos joelhos
Meu corpo é água
Meus ossos, finos
Pé ta machucado

Ratos de Porão
Sujeira pelas ruas
To enlouquecido
Tudo ta girando
meu pau ta duro
Zoom in, Zoom out
Pelos, Bigode, Nariz
Te amo Sophia
E os faraós?
Balcânicos?
Bolcheviques?
Transparente
Unha, Água, Vidro
Será que passa? Existe?
Que que é cor?
Novo assusta
Estamos mais acomodados
Faz mais sentido

Verde, Amarelo
Vermelho, Azul
Só na sua cabeça
Já foi um começo
Dói minha cabeça
Perguntas, Perguntas
Senon está com frio?
Não sentiu sua espinha?
         Cara? P?
Que se foda o nome
Personalidade matters
Risadinha pequena
Estão me vendo pelado
     A diferença
     É o contato
Isso sem estética...
Compara tudo?
    Faz a sua
    Tô suave
Casa, Chapéu
Aquilo me acomoda
    Eu que crio
Como com os outros
Quem são os outros?
É um outro poético

Lei dos Cocheiros
     Arrepiei
Tô cheio de pelo
Todo mundo tem?
Até Pitágoras?!
Para de desenhar
Se leva pra algum
       Foda-se
Quem liga pro condutor?
Ele  é  você
Faz sua história
Não é de presente
É de universo
Uma Sopa
Luz, Estrela
Mas quem ta tomando?
Nós somos um tezinho
Cadê nossa forma?

Você se aprova?
Todos são iguais
Um ponto, Uma luz
Mas tem gozo
Cabelo curto
Cabelo longo
Loiro
Moreno
PARA!?!?
Ainda há duvida
Tudo e nada é concreto
Será um projeto?
      Como
      Isso
      Acontece
??????????????????????
Caralhooooo o o o o o o
Coração
Dedo do meio
Porque meio?
Comparação
Estamos errados
É mais que isso
       Fudeu
Fiquei perdido

Ponto é PRETO
Pontos fazem linhas
Linhas fazem formas
Forma é dada
Mas não por tudo
Só por nós
        Nós?
        Eu
        Eu?
    Bhaskara
Não, pera
Ta coçando
Alívio
PQP
Por que parou?
Parou por que?
Essa letra com
um incandescente azul
Já vi isso
O que já aconteceu?
Tudo começa na
minha lembrança
Resto é Resto
Ver é Ver?

Não dá pra parar
Quero me abdicar
não consigo
Loiro tem mais luz?
Que Jesus o quê!
Eu que importo
Não pros outros poéticos,
Pros de cima
Cima se compara
Tudo se compara
Como não?
Tontura, Tontura
       PLIM
Uma ideia
No fim dá certo
deixa cair
Tira do seu corpo
É representativo
Um ritual, um sacrifício
Madeira, Barro, Concreto
       Concreto
       Concretizar?
       É fácil
       Quero ver
       fazer cimento

Não é brincadeira velho
As coisas são sérias
Aprende a enfrentar
Olha sua abordagem
Não seja insensível
Você pode mais que isso
é maior, você sabe
       Tá óbvio
Ele se machucou
Talvez eu errado
Você certo
Mentira
Estou certo
Solidário
para não haver
Solidão
É só se por no lugar
Não seja egoísta



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Sobre o bem estar social

Não sai nada
Pararetamorfo
Amo a lateral
Baderna e angustia
Caos total
Para mim, só falta a concentração e eu estou corroendo de raiva por dentro, de saudades, mas de raiva também
A borda da corda ta ficando pequena demais, ela não suporta mais o tamanho do meu pé
...................................................................................................................................................................Esse torto caderno carrega minha existência, meu meio de ser, por meio de documentos que entremisturam a minha realidade, escolarizada, surtando em meio a uma carteira frenética em um frio tropical laminado.
...................................................................................................................................................................Ta tudo uma bagunça difusa
Eu não to entendendo nada
to realmente perdido
e desesperado
mais perdido
fui deixar e desequilibrei
acho que ainda não aprendi a andar totalmente sozinho, na real, é ate engraçado tropeçar no desespero

Pós-estética

          Meu corpo nu no meu quarto, acendendo um cachimbo
de erva, Ornette Coleman - The shape of jazz to come martelando
o extase,
         Existe o lirismo em ritmo antigo e há o lirismo frenético – este,
merecedor de toda a atenção,
          O corpo cego se esvai pelas ruas cinematografias em fumaça
e preto e branco, a garota estilhaçada como vidro de palavras, entre
a paralisia e o gesto mecanico,
           Enveredar por tardes ocas, entre carater e destino,
           Aleatorio;
           De resto nada diz de mim quem sou, deste ensombrecer
que importa, novas tentativas por exterior completamente normal
(?),
           A linguagem superada pela ótica do grito, a fumaça que
mergulha nas estruturas cronológicas de concreto,
           É preciso projetar si mesmo feliz, do centro da terra até
as figuras em exibição, deste viver subterraneo e a tristesa,
           Jazz é volupia, Thats how I feel, Hiperativo pulso magnético
ecoando por galerias de habitos e cigarros apagados,
A pós imagem (não é movimento estético, nem movimento,
           Nuvens de lagrimas, anarquismo estético, anarquismo metafisico
e o tempo é vazio,
           Tudo permanece no curso natural do mundo:



            Meu querer segue a deriva.

Enquanto passam os anos

Rimbauld com seu sabre flamejante de versos
Rasgou o céu dos séculos e fez
Chover poesia.
A lama vermelha goteja e escorre dos espelhos
E nós somos feitos de lama e
Em nossas veias pulsam ferro liquido.
Incendiamos Deuses e enterramos
Cadavares no nosso ventre
Rebolando em uma nitida e aguda alucinação infernal.
Beijos de sangue em bosques de palavras
E transamos com fantasmas
Em lagoas nuas e gélidas de peitos palpitantes
Misturando agua, carne e espectro
Em uma orgia e em um coagulo de imagens.
Rastros de avenidas nos lençois
O dedo roçando a face palida feita de pilulas
E os seios entumecidos brotando no véu transparente.
Figuras orquestradas,
Leite e deuses em cadaveres
Armarios velhos de antigas figuras e etéreas imagéns
Ou um copo d'agua de saudades
Derramado sobre um jardim de prédios da desolação.
Tudo quebrado, fragmentos da vontade
E a menina feita de pilulas a dormir
Deitada
Na cidade dos meus dias.
Atravessei rios de merda e cavernas de cristal
Através de olhos apodrecidos e musculos secos
E hidratei sonhos e anseios do eterno
Para chorar perante minha rocha
De aspecto cinza com faiscas de claroes minerais e,
Porfim
Retorno ao inicio e na minha cama baurética
Vejo por entre a nevoa de um baseado
John Coltrane falando com gatos
Enquanto se passam os anos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Chão

Reafirmam que é curto
Não efêmero
Dura mas não dura
A carne é fraca
E Dura

 De agora
 Daqui
 As sementes são plantadas e colhidas
 Miúdas ou exuberantes

Criam, ou são daninhas
Mas as que crescem um tanto
Não deixam de morrer

A carne é dura
O solo é fértil
E você não é planta
Não é daninha
Não será jamais colhida

Pai,
Te conto e te lembro sempre:
Você é árvore

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ontem

-Olá jovem
-Olá. Eu quero um café e um pão de queijo. 
obrigada
-De nada
ela toma um gole do café, adocicado demais para sua vida amarga. O pão de queijo seco demais para seus olhos afogados em lágrimas. 
- Precisa de mais alguma coisa?
- Não, brigada moço. 
Ela força um sorriso. Ele retribui. Mal sabe ele o que lhe custou esse sorriso.
Ela toma outro gole do café. 
Relembra da noite conturbada. 
As pernas esfaceladas, a mente desiludida e as mãos com a navalha. 
O corpo completamente nu enquanto ela sentava no chão empoeirado. O cabelo ainda molhado escorrendo nos ombros e seios assim como o sangue que deslisava pela coxa com dificuldade. 
Ela não estava preocupada com a morte nem com o mundo nem com a tristeza nem com a angustia nem com o medo nem com nada mas sim com a mancha que o sangue deixaria na toalha branca. 
-São 5 reais
-que? 
-5 reais. O café mais o pão de queijo. 
- Ah ta. 
ela tira o dinheiro da carteira tentando esquecer da noite mas as lembranças não querem passar, não com a memória viva na coxa direita pulsando a cada passo. 
Ela se lembra dos passos que deu em direção a porta. Lançando seu corpo contra a superfície emadeirada. Soltando brados ensurcedores e ao mesmo tempo mudos.
-Tchau jovem
-Tchau, Tchau. 
Ela procura pelo maço. Só restam cinco cigarros. "amanhã eu paro". 
Pega o isqueiro [que nem seu é] e com a cigarrilha na mão acende fumo. 
Ela então tenta esquecer de tudo que aconteceu. 
Dos berros, dos cortes, das navalhas,  dos medos, dos pensamentos e pensa consigo mesma;
Amanhã vai ser outro dia. 

Fácil

      Finge que não é de
      Faca que você se
      Fura
Ou Finge que não é de
      Furo a
  AFlição?
     Faça com que seja
     Forte com que essa
     Faca acabe sem
     Força acabe sem
     Finge que acaba sem
     Furo 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Conchas e caramujos

      Enveredando por meados de agosto.
      A concha cotidiana reengloba o caramujo iconstante
que é diariamente arremessado a revelia por todos os cantos
do mundo e da mente.
      Escorregando entre o extase e o abismo, deve ser culpa
da hiperatividade ou só um criatura doetia parida da minha
mente.
      Aquele que rejeita o suicidio tem o fardo de construir sentido
para todos os instantes seguintes da sua vida.
      Vamos assumir que o real é só a experieciação dos
fenomenos da conciancia e nada mais, nada de dobradiças ou
verdades provisórias como a realidade, por exemplo.
      Assumir ou renegar o mundo que nos cerca?
      Estou farto da minha psiquê ciclica com todos os
desejos e medos e cogniçoes e teorias e mais teorias e
mecanismos de defesa e projeçoes e pulsoes e vivencias
e bah!!!
      É tudo sempre tão ambiguo!
      Mas o caramujo continua enveredando por sua
idiossincratica carne e concha, em meados de agosto

      ...


      É preciso imaginar sísifo feliz

Let's go

Vem aqui meu curió
pulmão roxo de lírio
que não fede, mas não cheira
se a brisa escorre
na penumbra de suas asas
gavião, águia, furacão
POOM! BLOW!
pilecado, empapuçado
- Olha a Lua
Coração são, mente sã
Você quer? Sim!
     Hey Ho

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Temer

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