Os solavancos inconstantes
Que de cotidiano praxe se tornaram,
Passos meus.
Rente ao chão e rente a chumbo
Como a esfumaçada penumbra das cinzas
Amparando a brasa escarlate
De um cigarro ou uma bagana qualquer.
Um choque entre o querer e todos os muros absurdos que nos cercam.
Na alquimia do verbo pintei vertingens, o inexprimivel,
Epopéias solitarias, felicidade entumecida,
Angustia.
O breu colorido é utopia, não há marasmo no céu
Só a chão pós-pé.
Sim, cavalgue a serpente 21 kilometros garota
Através de seu precioso deserto de medos fumegante e secos
Para a terra das chuvas mornas e torrenciais,
Licores diabólicos transpirando.
Flutuando a esmo por calçadas encardidas
Espero que estejas bem Marinheiro
Por essas veredas novas e fecundas de
Familhar e hostil absurdo,
Minhas planices, meus mares e minhas montanhas
Um novo contexto:
Espero que suportes o peso cinza das nuvens
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