quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Pós-estética

          Meu corpo nu no meu quarto, acendendo um cachimbo
de erva, Ornette Coleman - The shape of jazz to come martelando
o extase,
         Existe o lirismo em ritmo antigo e há o lirismo frenético – este,
merecedor de toda a atenção,
          O corpo cego se esvai pelas ruas cinematografias em fumaça
e preto e branco, a garota estilhaçada como vidro de palavras, entre
a paralisia e o gesto mecanico,
           Enveredar por tardes ocas, entre carater e destino,
           Aleatorio;
           De resto nada diz de mim quem sou, deste ensombrecer
que importa, novas tentativas por exterior completamente normal
(?),
           A linguagem superada pela ótica do grito, a fumaça que
mergulha nas estruturas cronológicas de concreto,
           É preciso projetar si mesmo feliz, do centro da terra até
as figuras em exibição, deste viver subterraneo e a tristesa,
           Jazz é volupia, Thats how I feel, Hiperativo pulso magnético
ecoando por galerias de habitos e cigarros apagados,
A pós imagem (não é movimento estético, nem movimento,
           Nuvens de lagrimas, anarquismo estético, anarquismo metafisico
e o tempo é vazio,
           Tudo permanece no curso natural do mundo:



            Meu querer segue a deriva.

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