O texto
começa com uma pausa, uma respirada diferente de muitos outros textos, esse
começa vazio, vago, pausado, e o estranho desse começo não é a pausa, é o
espaço entre o começo e o fim, pois desconhecendo a pausa você desconhece o
fim, o período, conceitualmente, a narrativa. Beira a linearidade beira a
tortuosidade mas realmente é só um texto, o primeiro texto! Denso, intenso,
complexo e incompleto. Beira a tortuosidade beira a linearidade mas no fim é só
uma pausa, um intervalo de tempo irregular e atemporal, incronometrável, mas apesar
de atemporal e incronometrável tem fim.
Esse blog tem como objetivo tornar publico ideias artisticas fracassadas de um bando de medíocres pretensiosos. Aqui você escontrara poemas, tirinhas, textos e outros lixos pseudo-artísticos. Seja bem vindo.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
terça-feira, 26 de abril de 2016
Dizem que amanha vai fazer frio...
Hoje o céu amanheceu apodrecido
Amanha dizem que fará frio
Tomara...
Na continuidade dos dias, a trocar de pele
pontes queimadas, cabeça erguida, em frente!
Possibilidades abertas, um leque de possibildades
Isso é bom? não sei...
(Vontade-medo-ansiedade)
Ansiedade, ando corroido de ansiedade
picos de energia e angustia pelas minhas veias
Para o meu cerebro a ferverilhar de confusão
Sangue, miólos, saudades,
Ansiedade a corroer meus dias e acelerar meu coração
É complicado seguir em frente
Mas é mil vezes mais complicado não olhar para traz
Quem não reiventar sua existencia
Acabará aprisionado na carcaça apodrecida do próprio aburdo
Hei de ser espontaneo e autentico, me reencontrar nos detalhes
Deus esta morto, Albert camus, anarquismo metafisico ou metafisica anarquista
Porra que o valha
Mas nada importa agora
Medito em minha janela ao som de Duke Ellington e John Coltrane
No ruido do pulsar das sanguinolentas artérias urbanas
Deito em minha cama e suspiro bagana
Dizem que amanha vai fazer frio
Tomara...
Amanha dizem que fará frio
Tomara...
Na continuidade dos dias, a trocar de pele
pontes queimadas, cabeça erguida, em frente!
Possibilidades abertas, um leque de possibildades
Isso é bom? não sei...
(Vontade-medo-ansiedade)
Ansiedade, ando corroido de ansiedade
picos de energia e angustia pelas minhas veias
Para o meu cerebro a ferverilhar de confusão
Sangue, miólos, saudades,
Ansiedade a corroer meus dias e acelerar meu coração
É complicado seguir em frente
Mas é mil vezes mais complicado não olhar para traz
Quem não reiventar sua existencia
Acabará aprisionado na carcaça apodrecida do próprio aburdo
Hei de ser espontaneo e autentico, me reencontrar nos detalhes
Deus esta morto, Albert camus, anarquismo metafisico ou metafisica anarquista
Porra que o valha
Mas nada importa agora
Medito em minha janela ao som de Duke Ellington e John Coltrane
No ruido do pulsar das sanguinolentas artérias urbanas
Deito em minha cama e suspiro bagana
Dizem que amanha vai fazer frio
Tomara...
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Surreal né? (um banho ala Dalí)2
Surreal né? (um
banho ala Dali)
Se as suas
graças são sem graça
As minhas são
remédios
.....................................................
Riu das pílulas
que saem do meu nariz
Resolvo nadar nelas,
Pois um dia
fizeram parte de mim e o que vem de mim só poderia ser um banho
Mas não um
banho como aquele esponjoso, mas sim um banho surreal com cara de banheira com água quente e vaporizada como um enorme inalador, e dentro desse banheira a
cena,
Cigarro de
peladas gentes, de testas nuas e bundas descobertas, tiram sarro do papo
molhado e singelo, cheio de gesticulação e explicações visuais que tornam a água espuma.
Tranquilamente impaciente (estou tendo um dia caótico)1
Tranquilamente
impaciente (estou tendo um dia caótico)1
Devagar,
sim, devagar eu sou!!!
Sou lento,
agitado, impaciente
Mas calmo
Acho que
agora eu estou tranquilo
Meus problemas
Passaram
para outro
Agora de mim
só sobram conselhos e a memória de que realmente eu passei por isso
Sou hipocondríaco
Mas não gosto
de tomar remédios e por isso não os tomo
Eu sou
viciado em problemas!!!
Sou o
terapeuta moderno, pessoal da minha própria cabeça
Fico quieto
pensando
Resolver meus
problemas
Mas no fundo
a única solução que chego
Necessito de
um psicólogo
Fim do ano
Fim do
ano
Dia 29 de dezembro de 2015
Eu estou
passando um tempo no sitio da família antes da virada do ano. O tédio circunda
a casa. Família é suportar, e parece que ninguém mais aguenta esse bordão por
aqui, e qual é a causa? A
falta, saudade , o copo cheio de café que preenche
as noites em claro. Eu sentando em uma poltrona de tecido velho e estampado com
alguns rasgos e um ar de veraneio. Dentro das paredes de madeira, os pássaros
se aninham e em casa o tempo passa, como se em meus tornozelos estivessem
presos dois pesos enormes, que impedem meus movimentos, e com passos longos me arrasto até o fim de mais um longo
dia.
Dia 31 de dezembro de 2015
O fim da
temporada está acabando, como se aquele dia 31 em Paraty estivesse 365 dias
para trás e agora para frente. Todos os parâmetros mudaram. Os dias ficarão
mais claros e a vida tomara um ar de necessário, porem continuo infinitamente
preso no sitio. A chuva cai tranquilamente e a cada dez minutos fogos de
artificio estouram, e eu me lembro; está acabando. O que vai ser do novo? De
novo só vão ter os dias, as funções, os números que aspiram ter se contorcido
em mil, mil pedaços de infelicidade para explicar o quão longe estou daquela
arvore depois dos pastos do outro lado da estrada. De repente minha vida é
interrompida, o som dos caminhões incomoda meus ouvidos e os fogos não cessam,
não aguento mais as mesmas coisas. O ventilador quase caindo afasta os
mosquitos do fim da tarde e consigo sentir a impaciência latejando na cabeça do
meu tio com enxaqueca bem na minha frente toc, toc, toc, toc, toc.
Feliz ano
novo.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Pela saudades do pasto
Pela saudades que eu estava do pasto,
Um baseado, vacas a mugir e cachorros latindo amigavelmente
Ao longe.
Entardecia, acabava de chegar da estrada e me pus a subir o morro
Para dedilhar baganas no intimo de minha solidão, entre
Araucarias, mugidos e capim.
Um esboço de uma lua minguante ja estava extatico fixo no moreno
Dinamo celéste do por do sol, uma nuvem incandescente de cobre
Maciço a pairar acima das colinas.
Tal nuvem a navegar como um navio vaporoso de ouro a se misturar com
A fumarenta névoa baurética.
E eu aqui novamente, acima do mundo dos homens, em cima da montanha,
Na serra da mantiqueira.
Meu coração escorre em melancolia liquida ao lembrar que você partiu...
Um longinquo avião corta o céu cristalino mineiro, nuvem incandescente
Esfria em uma nuvém purpurea e desolada de quando o sol se poe.
Pela saudades do pasto, do barulho dos rios, dos cachorros amigaveis
A latir e das vacas macilentas a mugir sua reza bovina para
A imensidão da serra silenciosa.
Saudades de um baurét no pasto, entre o começo do frio do outono e
Uma araucaria, no etérno cri-cri dos grilos-monjes-peregrinos.
Bah! É complicado dar alguma foda pra algo hoje em dia
Pela saudades do pasto, do baurét e da solidão reconfortante
...Agora é só você velho amigo.
... Só você...
Um baseado, vacas a mugir e cachorros latindo amigavelmente
Ao longe.
Entardecia, acabava de chegar da estrada e me pus a subir o morro
Para dedilhar baganas no intimo de minha solidão, entre
Araucarias, mugidos e capim.
Um esboço de uma lua minguante ja estava extatico fixo no moreno
Dinamo celéste do por do sol, uma nuvem incandescente de cobre
Maciço a pairar acima das colinas.
Tal nuvem a navegar como um navio vaporoso de ouro a se misturar com
A fumarenta névoa baurética.
E eu aqui novamente, acima do mundo dos homens, em cima da montanha,
Na serra da mantiqueira.
Meu coração escorre em melancolia liquida ao lembrar que você partiu...
Um longinquo avião corta o céu cristalino mineiro, nuvem incandescente
Esfria em uma nuvém purpurea e desolada de quando o sol se poe.
Pela saudades do pasto, do barulho dos rios, dos cachorros amigaveis
A latir e das vacas macilentas a mugir sua reza bovina para
A imensidão da serra silenciosa.
Saudades de um baurét no pasto, entre o começo do frio do outono e
Uma araucaria, no etérno cri-cri dos grilos-monjes-peregrinos.
Bah! É complicado dar alguma foda pra algo hoje em dia
Pela saudades do pasto, do baurét e da solidão reconfortante
...Agora é só você velho amigo.
... Só você...
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Ela, a tarde, o ônibus e a lua
Bento
Pestana
Na
casa dela
"Você é linda
sabia?"
Olhos fundos
[faces vermelhas
Bem-estar
"Você é lindo
sabia?"
Acaricia ,com sua mão
[delicada,
o rosto do menino
Beija seu pescoço,
seus lábios
[seus
braços
Olhos—Olhos
Olhos nos olhos
“Eu te adoro
muito”
“Eu, também,
te adoro muito...”
Reticências. Necessárias no momento
diminuto,
o hiperespaço faz com que as galáxias
colidam umas com as outras
Essência de nicotina, ritmo constante
Harmonia de fim de tarde
Carros passando, pessoas falando
Embaixo do prédio
“Não queria
que você fosse embora”
“Nem me fala
se não vou acabar ficando...”
(tempo) O despertador badala 18h e o menino desolado deve ir
embora
1 beijo, 2 beijos, 3 beijos, N beijos
“Moça
preciso ir embora”
Saída
“Aqui passa o 875c?”
Rua maluca perfura
[a Lapa
Felicidade
“Você pode me contar
o que você quiser”
Um sorriso sublime
[na boca dela
Lembra-se o jovem
Sorriso bobo
[na
boca dele
—Beijo—Beijos—
“Você, também,
Pode me contar o que você quiser”
Nariz avermelhado, nariz moreno
Nariz acaricia nariz
Não se diz
mais. É como se o que tivesse a ser dito,
os dois já sabiam. Ou talvez tivessem falado
com
os olhos em um silencio confortável.
Mão na mão;
entrelaçadas.
E a rua continua quieta à espera do ônibus,
mas se desenha, no ponto;
um jovem risonho.
Café e Cigarro
“Boa noite
moça!”
Diz o menino
[abobado
Olhos
pingando e gritando de alegria
—Me vê uma
esfirra e um café?
—R$5,30
—Ok!
(comprado)
—Bom serviço
—Bom
descanso
Ele senta-se
na mureta
Esfirra,
café
[come, bebe
Acende um
cigarro
[lembra dela
Noite aparece
Sol cai
Menina bonita
Vestida de lua
Vestida de lua
Te adoro muito
terça-feira, 12 de abril de 2016
Poema de algumas semanas atras ou Soneto sem rimas
Decomponha a vida em versos mudos
Do tédio flui a tinta a costurar abismos
Do tempo surge o monstro a emergir do breu,
E eu sou o monstro mas ainda está escuro, não sei.
O charco ambiguo corroe o coração
Eu mordo tua veia de uma branco marmoreo e,
Chupo o sangue fétido dessas flores adoecidas e,
Me embriago no gozo tênue da tua melaconlia sombria.
A libído destila neuronios iônicos
As horas são o vacuo da solidão
Ja estamos no outono...
Decomponha a vida em versos cegos
Arraste para morte a sua conciencia aleijada
Estou apenas cansado da vida e de suas estranhas criaçoes...
Do tédio flui a tinta a costurar abismos
Do tempo surge o monstro a emergir do breu,
E eu sou o monstro mas ainda está escuro, não sei.
O charco ambiguo corroe o coração
Eu mordo tua veia de uma branco marmoreo e,
Chupo o sangue fétido dessas flores adoecidas e,
Me embriago no gozo tênue da tua melaconlia sombria.
A libído destila neuronios iônicos
As horas são o vacuo da solidão
Ja estamos no outono...
Decomponha a vida em versos cegos
Arraste para morte a sua conciencia aleijada
Estou apenas cansado da vida e de suas estranhas criaçoes...
Fileira da desolação — Terça feira, noite.
Você se foi...
Sinto todos distantes.
Não os culpo, a culpa é minha,
Eu os afasto de mim, não é por mal.
A vida se pintou de um cinza fétido e purulento,
A eminencia da solidão a corroer dias torpes.
Incapacidade de administrar a relação contexto interno/contexto externo,
Será tudo só da minha cabeça delirante?
"There is no dark side of the moon, as a matter of fact is all dark"
Longos dias no começo da reconstrução,
A partir dos escombros reconstruir uma narrativa incendiado de um amor maluco.
Vicios,
Ela é um vicio pior do que heroina, e eu sou só um viciado.
Sim, eu morrerei de saudades,
Foram apenas dias espontaneamente felizes,
dias com você — os dias mais bonitos
— Mais nenhum dia com você!
Eu já não sei mais sobre as nuvens voando pela minha janela...
"Sabe cara, você só terá dois companheiros sempre na vida,
o dia,
e depois a noite,
depois o dia, e ai a noite".
Lua chora e gargalha pranto lacteo e esquizafrenico, o pinheiro defrente minha janela anoiteceu.
A vida vai seguir em frente, é o que todos dizem, não sei se confio,
Até lá é
Cigarro, cigarro, café, jazz, baseado,
E varias lagrimas silenciosas...
Eu ja nem sei do que eu estou falando, é que doi.
Só é dificil pra caralho cortar duas almas siamesas com uma tesoura enferrujada...
Sinto todos distantes.
Não os culpo, a culpa é minha,
Eu os afasto de mim, não é por mal.
A vida se pintou de um cinza fétido e purulento,
A eminencia da solidão a corroer dias torpes.
Incapacidade de administrar a relação contexto interno/contexto externo,
Será tudo só da minha cabeça delirante?
"There is no dark side of the moon, as a matter of fact is all dark"
Longos dias no começo da reconstrução,
A partir dos escombros reconstruir uma narrativa incendiado de um amor maluco.
Vicios,
Ela é um vicio pior do que heroina, e eu sou só um viciado.
Sim, eu morrerei de saudades,
Foram apenas dias espontaneamente felizes,
dias com você — os dias mais bonitos
— Mais nenhum dia com você!
Eu já não sei mais sobre as nuvens voando pela minha janela...
"Sabe cara, você só terá dois companheiros sempre na vida,
o dia,
e depois a noite,
depois o dia, e ai a noite".
Lua chora e gargalha pranto lacteo e esquizafrenico, o pinheiro defrente minha janela anoiteceu.
A vida vai seguir em frente, é o que todos dizem, não sei se confio,
Até lá é
Cigarro, cigarro, café, jazz, baseado,
E varias lagrimas silenciosas...
Eu ja nem sei do que eu estou falando, é que doi.
Só é dificil pra caralho cortar duas almas siamesas com uma tesoura enferrujada...
domingo, 10 de abril de 2016
Cores lânguidas
As gotas de chuva, como meteoros,
compõe a sinfonia atonal de trovões na minha cabeça
A lua no céu, tão longe, chora o murchar da flor.
Enquanto cada estrela perde tinta
eu me sento na janela procurando as cores.
E o tempo que parece parado
implora por mais um baque.
Cade você?
Pra me fazer rir,
Pra secar as lágrimas desse céu, que anda cada vez mais escuro,
Pra desenterrar de mim essa languidez.
Ou não,
talvez só te pedisse para largar meu corpo em uma correnteza.
Para que aí sim, as correntes eufóricas de água
consumissem meu corpo frouxo.
Cheiros Irrespiráveis
Bento Pestana
Cheiros irrespiráveis
(perturbação)
Aquário
cheio d’água Aquário
dilatado
Pessoas ou
animais? Seres
putrefatos
Aquário cheio d’água
Impede minha respiração
Metro... circo de aberrações:
Seres humanos, com armaduras.
Ninguém respira
Ninguém espera
Ninguém.
— Debates e
trocas de palavras.
–Animais e
civilização.
(não, só
animais)
Só
carne importa?
—Sinto
que sim *Vício
Vagão/escape/choque
Cheirosa carne rosada
Repousa em um aquário cheio de
gasolina
Onde peixes se explodem e se comem
Desejos...
Perturbações
Cadê o amor?
—Lá na esquina
—Aqui é só
carne
Não consigo respirar
Ratos, vinho e parreiras.
Bento Pestana
Ratos, vinho e parreiras.
Espátulas de geleia
Cortam os ratos de poeira
Nas calçadas espaciais o chão queima
O chão queima e pega fogo!
“posso bebericar seu vinho?”
—Pergunta
o deselegante vagabundo
Parreira de barro, castelo de terra
Englobem todos os seres...
—E
destrua todas as espátulas.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Delírios de chuva e sono
Delírios de chuva e sono
Está
chovendo
A tv falando
A tristeza
do interior
Consumido
Sono, acordado
O frio
começa a chegar e o quente dos casacos abraça meus braços
Quando eu não chego
Quando eu não chego
Eu peço, ou
pediria, se isso fizesse algum efeito
Como se o
que eu falasse não emitisse som, e não transmitisse desejo.
Eu desejo!
Desejo que
um dia, talvez, você me escute
Espero que
lembre, porque eu espero
Espero
pacientemente seu desejo chegar
Eu faço para
você não esquecer, e tento para você se lembrar
É que só não
quero!
Eu sou um
mesquinho:
É que ele não chega nunca
quinta-feira, 7 de abril de 2016
"SUSPIRO ESPONTÂNEO
Como andam belas as manhas
límpidas de outono,
céu pálido inocente azul e
a luz cálida
a reluzir nos bégeos prédios e
arranha-céus paulistas.
Como anda bela a menina com vestido de margarida,
meu amor
com seus braços a me manter aquecido
na existência fria e insólita.
Cotidiano diário difícil- dinâmico,
ando leve e espontâneo
rotina mantem na linha
- A burlar muros
já se passaram 25% desse ano
cortei o cabelo
a fazer me desconcreto
por ai...
Saudades de araucárias e suas canções macias,
do rio, da montanha e do céu
mas não,
apenas uma metrópole num eterno frenesi extático
pós-capitalista
- Moro na filosofia:
"Pra que rimar amor e dor""
Como andam belas as manhas
límpidas de outono,
céu pálido inocente azul e
a luz cálida
a reluzir nos bégeos prédios e
arranha-céus paulistas.
Como anda bela a menina com vestido de margarida,
meu amor
com seus braços a me manter aquecido
na existência fria e insólita.
Cotidiano diário difícil- dinâmico,
ando leve e espontâneo
rotina mantem na linha
- A burlar muros
já se passaram 25% desse ano
cortei o cabelo
a fazer me desconcreto
por ai...
Saudades de araucárias e suas canções macias,
do rio, da montanha e do céu
mas não,
apenas uma metrópole num eterno frenesi extático
pós-capitalista
- Moro na filosofia:
"Pra que rimar amor e dor""
"POR DO SOL NO
CENTRO OESTE
As gramíneas se tornam douradas
as arvores, enferrujam
e o olho de fogo se põem
por entre as gigantes anciãs
montanhas
Os pássaros brancos sobrevoam
tranquilos, pelos pastos bucólicos
como os flocos de nuvem do meio dia,
e um velho carro caipira
corta suave a estrada,
poeirenta e vermelha
do cerrado brasileiro
Enquanto meu coração se melancoliza
o sol se pôs
lembrei de você...
E com as nuvens roxas e rarefeitas
do sertão do centro-oeste
a cena blues se completa
adoraria estar ouvindo um Dylan agora
ou
beijando você"
“UM FRENÉTICO AMANHECER CINZENTO:
A
luz –
pálida do poste de luz
se ejacula
esfumaçada no breu
da noite,
- a
fumaça
que fica acima, suspensa
ou escorre
de cigarros vagabundos
fumados
matinais por colegiais
gostosas, ou
velhacos taciturnos
- sirenes
concreto
–
flagelante
move-se o pendulo, urbano,
e fixa-se
como
um percevejo de alumínio na parede
ébria...”
Mais
Quero o sol,
juntar em uma caravana todas as pessoas sozinhas,
Recitar poesia pelado.
Seios e pintos.
Quero o sol.
Na claridade e no calor esquecer, moça,
de quando me abriguei em teu corpo.
Me perdi na floresta escura.
Tua floresta, minha prisão.
Mas fugi.
Agora, quero as águas cristalinas tocando meus dedos dos pés
enquanto olho para cima,
sou cegado de prazer.
O sol que me liberte, que me cegue.
Imagino todos que já vagaram sozinhos
formando um cardume colorido.
Que seja, que nos tornemos infinitos juntos.
Foda-se o tempo, foda-se todas as correntes e grades.
Um carro velho vermelho
seguindo pelas estradas desérticas isoladas em direção às nuvens.
Vamos nadar libertos,
rir daqueles que estão presos pelas próprias morais.
Mas lembrar também,
de darmos risadas de nós mesmos.
juntar em uma caravana todas as pessoas sozinhas,
Recitar poesia pelado.
Seios e pintos.
Quero o sol.
Na claridade e no calor esquecer, moça,
de quando me abriguei em teu corpo.
Me perdi na floresta escura.
Tua floresta, minha prisão.
Mas fugi.
Agora, quero as águas cristalinas tocando meus dedos dos pés
enquanto olho para cima,
sou cegado de prazer.
O sol que me liberte, que me cegue.
Imagino todos que já vagaram sozinhos
formando um cardume colorido.
Que seja, que nos tornemos infinitos juntos.
Foda-se o tempo, foda-se todas as correntes e grades.
Um carro velho vermelho
seguindo pelas estradas desérticas isoladas em direção às nuvens.
Vamos nadar libertos,
rir daqueles que estão presos pelas próprias morais.
Mas lembrar também,
de darmos risadas de nós mesmos.
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