domingo, 10 de abril de 2016

Cores lânguidas


As gotas de chuva, como meteoros,
compõe a sinfonia atonal de trovões na minha cabeça
A lua no céu, tão longe, chora o murchar da flor.
Enquanto cada estrela perde tinta
eu me sento na janela procurando as cores.
E o tempo que parece parado
implora por mais um baque.
Cade você?
Pra me fazer rir,
Pra secar as lágrimas desse céu, que anda cada vez mais escuro,
Pra desenterrar de mim essa languidez.
Ou não,
talvez só te pedisse para largar meu corpo em uma correnteza.
Para que aí sim, as correntes eufóricas de água
consumissem meu corpo frouxo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário