Quero o sol,
juntar em uma caravana todas as pessoas sozinhas,
Recitar poesia pelado.
Seios e pintos.
Quero o sol.
Na claridade e no calor esquecer, moça,
de quando me abriguei em teu corpo.
Me perdi na floresta escura.
Tua floresta, minha prisão.
Mas fugi.
Agora, quero as águas cristalinas tocando meus dedos dos pés
enquanto olho para cima,
sou cegado de prazer.
O sol que me liberte, que me cegue.
Imagino todos que já vagaram sozinhos
formando um cardume colorido.
Que seja, que nos tornemos infinitos juntos.
Foda-se o tempo, foda-se todas as correntes e grades.
Um carro velho vermelho
seguindo pelas estradas desérticas isoladas em direção às nuvens.
Vamos nadar libertos,
rir daqueles que estão presos pelas próprias morais.
Mas lembrar também,
de darmos risadas de nós mesmos.
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