terça-feira, 19 de abril de 2016

Pela saudades do pasto

Pela saudades que eu estava do pasto,
Um baseado, vacas a mugir e cachorros latindo amigavelmente
           Ao longe.
Entardecia, acabava de chegar da estrada e me pus a subir o morro
           Para dedilhar baganas no intimo de minha solidão, entre
           Araucarias, mugidos e capim.
Um esboço de uma lua minguante ja estava extatico fixo no moreno
           Dinamo celéste do por do sol, uma nuvem incandescente de cobre
           Maciço a pairar acima das colinas.
Tal nuvem a navegar como um navio vaporoso de ouro a se misturar com
          A fumarenta névoa baurética.
E eu aqui novamente, acima do mundo dos homens, em cima da montanha,
          Na serra da mantiqueira.
Meu coração escorre em melancolia liquida ao lembrar que você partiu...
Um longinquo avião corta o céu cristalino mineiro, nuvem incandescente
          Esfria em uma nuvém purpurea e desolada de quando o sol se poe.

Pela saudades do pasto, do barulho dos rios, dos cachorros amigaveis
          A latir e das vacas macilentas a mugir sua reza bovina para
          A imensidão da serra silenciosa.
Saudades de um baurét no pasto, entre o começo do frio do outono e
         Uma araucaria, no etérno cri-cri dos grilos-monjes-peregrinos.
Bah! É complicado dar alguma foda pra algo hoje em dia
Pela saudades do pasto, do baurét e da solidão reconfortante
                                                                      ...Agora é só você velho amigo.
                                                                                                     ... Só você...

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