Pela saudades que eu estava do pasto,
Um baseado, vacas a mugir e cachorros latindo amigavelmente
Ao longe.
Entardecia, acabava de chegar da estrada e me pus a subir o morro
Para dedilhar baganas no intimo de minha solidão, entre
Araucarias, mugidos e capim.
Um esboço de uma lua minguante ja estava extatico fixo no moreno
Dinamo celéste do por do sol, uma nuvem incandescente de cobre
Maciço a pairar acima das colinas.
Tal nuvem a navegar como um navio vaporoso de ouro a se misturar com
A fumarenta névoa baurética.
E eu aqui novamente, acima do mundo dos homens, em cima da montanha,
Na serra da mantiqueira.
Meu coração escorre em melancolia liquida ao lembrar que você partiu...
Um longinquo avião corta o céu cristalino mineiro, nuvem incandescente
Esfria em uma nuvém purpurea e desolada de quando o sol se poe.
Pela saudades do pasto, do barulho dos rios, dos cachorros amigaveis
A latir e das vacas macilentas a mugir sua reza bovina para
A imensidão da serra silenciosa.
Saudades de um baurét no pasto, entre o começo do frio do outono e
Uma araucaria, no etérno cri-cri dos grilos-monjes-peregrinos.
Bah! É complicado dar alguma foda pra algo hoje em dia
Pela saudades do pasto, do baurét e da solidão reconfortante
...Agora é só você velho amigo.
... Só você...
Nenhum comentário:
Postar um comentário