terça-feira, 6 de setembro de 2016

Conchas e caramujos

      Enveredando por meados de agosto.
      A concha cotidiana reengloba o caramujo iconstante
que é diariamente arremessado a revelia por todos os cantos
do mundo e da mente.
      Escorregando entre o extase e o abismo, deve ser culpa
da hiperatividade ou só um criatura doetia parida da minha
mente.
      Aquele que rejeita o suicidio tem o fardo de construir sentido
para todos os instantes seguintes da sua vida.
      Vamos assumir que o real é só a experieciação dos
fenomenos da conciancia e nada mais, nada de dobradiças ou
verdades provisórias como a realidade, por exemplo.
      Assumir ou renegar o mundo que nos cerca?
      Estou farto da minha psiquê ciclica com todos os
desejos e medos e cogniçoes e teorias e mais teorias e
mecanismos de defesa e projeçoes e pulsoes e vivencias
e bah!!!
      É tudo sempre tão ambiguo!
      Mas o caramujo continua enveredando por sua
idiossincratica carne e concha, em meados de agosto

      ...


      É preciso imaginar sísifo feliz

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