terça-feira, 24 de maio de 2016

Um leve poema sem eloquencia

Sabado, 14/05, morro de frente ao céu, Serra,

"Deite coração,
Faça te liquido deitado na colina
A fitar flocos de nuvens pairando sobre a serra

Faça te leve ao abraçado por araucarias
Defrente ao matagal de samambaia
Ao som dos passaros ao vento...

Faça te rio coração, pois o rio escorre perto
E o rio, coraçao, é tão frio e tão azul
& meu chapeu de palha deitado no pasto

Porque é tanto amor coração
E tambem tanta dor mas
Tambem as montanhas a abraçar o azul do céu de minas...

E amor é só uma palavra
E de que servem as palavras quando me liquefaço a deitar no amago do espontaneo?
– Vacas peregrinas cruzam o pasto e se diluem paragraficas

Ah coração, a vida é um oficio;
A sombras atras de mim, volto-me e olho e
Sou sempre só eu
"– Pai, que faço eu da morte?
– Foge filho, é a unica sorte"

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