"Quadrados adormecidos,
Triangulos urbanos deturpam paisagems
Balbucios caco-dodecafonicos
As cores que escorrem e o sabor sanguineo de nostalgia,
Suor oleoso roxo
Que escorre, manchando o seio com
O pranto da eterna culpa.
Lua chora psicodélica
Fumaram com olheiras fundas,
Em varandas encardidas com a cabeça
Pipocando LSD e delirios fundos na erva,
E embriagados deitamos nas margens do rio do tempo
Em uma eterna revolta com as noites mal dormidas,
E o tempo nos disse, por entre tragadas profundas:
"Só seja".
E tudo explode como em um caldeirão
Mundo alucina com febre
A amizadade sobre tudo prevalece!
A cidade nua a dançar a
Meia noite, para o poeta, dança salpicada de luar
Explosoes de saxofones ao entardecer.
Memórias imaculadas impressas na tela da empiria
Tomar riscos, seguir em frente...
Cerébro imprime loucura em roxo amarelo e verde, que horas são?
Hidratar-se no amago do abstrato
Coluna estrala, mundo derrete-doce
Batata palha surrealista
, isqueiro e acido lisérgico.
Quadro do peixe sustenta a espinha dorsal da sala
Epicentro de tudo, destilo em cores o todo na minha cabeça,
O que eu escrevo precisa ter algum sentido?
Algo faz a porra de algum sentido?
Ejaculaçoes liricas de todas e nenhuma cor,
Entre o rosto, a vida e as cartas de um baralho.
Dedilhados de sabedoria - grita a noite, a metropole
Cachimbo de vidro vaporiza sanidade azul cristal
Voam palavras simbolos vazios pelas
Mesas placidas da casa de Jean...
... Vidro, vidro, concreto, tri-luz
Embaralha as cartas da mesa dealer do inferno!
Tempera a vida com tua morna boemia.
Ainda estamos na sinestesia cinematografica?
, isso é só um jogo?
Copo de vidro da volta ao mundo em cima da mesa,
-ainda é aquela mesma velha existencia...
Realidade se destaca na cor de vidro do cobre
Olho tudo em volta, bolha suspiro
LSD
Estamos todos reunidos numa pessoa só
A pescar pessoas no mar
E conosco o garfo-conceito prateado
E todas as palavras, sempre tao virtuais
Simbolos, simbolos, só atomos no espaço vazio
Pessoas, significados, afetos e construçoes de transcendencia
Tudo segue inalterado para o ancião louvadeus de prata, ele cospe lagrimas em todos que
Chegarem na conclusao quantico existencial.
Todas as cores e informaçoes
Que cozinham em meu cerebro alucinado.
Sou só percepçoes, vamos la
Enterno mergulho na madrugado, no breu,
No poema infame da noite,
Sinta a poesia, plena, pura
Notas de guitarram voam, sinta
A vida é um cigarro
Só vai la e fuma
."
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