terça-feira, 7 de junho de 2016

Metamórfico

A tinta nos meus dedos vai secando aos poucos
minhas rugas agravadas
E meu corpo fissurado abriga abismos.

Sinto o vácuo
A sombra do monstro a me consumir
e a luz ao fundo murchando

(silêncio)

Me perdi.
Não vejo, não sinto, não ouço,
minha própria voz não emite som.

Olha que engraçado não?
eu morri e o assassino
fui eu mesmo!

Eis que caio em garalhadas
Bebi uns goles de loucura!

Olha lá a sombra do monstro desmanchando,
luz brotando, abismos costurados.
E eu sou a cobra a trocar de pele

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