terça-feira, 28 de junho de 2016

São paulo

Inspirado no poema "América" de Allen Ginsberg

São paulo eu lhe dei tudo e agora não sou nada
São paulo, 4 reais 75 centavos, 28 de junho, 2016.
São paulo não aguento mais minha propria mente
Não estou legal não me encha o saco
Não escreverei o poema até me sentir legal
Nem me pergunte, não quero saber, não estou legal
Estou cheio de suas exigencias malucas
Estou puto com essa absoluta falta de nudez
Vamos, me de um trago ou um cigarro ou algo doce para comer
Não quero ouvir estou de saco cheio
Sou um filho da puta, e dai?
Porque todo mundo é tão serio, objetivo e coeso menos eu?
São paulo, meus pulmoes ardem ao respirar sua fumaça eletronica
Fumo maconha sempre quando posso
Quando saio de caso fico bebado e nunca consigo alguém para trepar
Acho que o mundo precisava ir a merda
Ou o sentido da vida escrito a mão em um maço de cigarros amassado
São paulo eu quero chupar um caralho
São paulo me afunde em soda caustica e me esqueça
Quero um cigarro de maconha
Cale a boca! não estou me sentindo legal
São paulo eu não quero nem saber
Devia ter me visto lendo Ginsberg ou Camus
Ruas entupidas na minha velha jovem alma
Que se foda!
São paulo eu só quero dois pegas e um par de peitos
São paulo porque não tira a roupa?
Porque não te faz beatifica e angelical?
São paulo no final somos só eu e você
A caminhar como budas de olhos tristes e chapados pelos viadutos na avenida do apocalipse


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