06/06/2016,
Sou, escrevo e faço-me,
Téo em uma nova vida.
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E ja perdi as contas de
Tantos que são os pesos:
A me remapear, percebo que
Morri
E sou apenas um
Monólogo performativo morto-vivo habitando
O limbo dos escombros psiquicos que sobraram
De minha vida.
De um lado o abismo que sempre guincha por
mais,
Do outro aquele que me faz sempre menos.
Fragmentado, como um todo.
Fragil e mergulhado em penumbra:
Entre erudiçoes defensivas e
Pela vida marginal de mim mesmo,
Algo entre o inominavel e o
Vagabundo iluminado.
Na ausencia de espelhos para ser relativo a,
Faço me auto-referente e
me (re)aciono chicotes de flagelos copiosos.
Entre o tudo, o nada e chuva respingada na janela
Enterrando o uivo desesperado no nó do peito e
Suspirando tinta em um
Frio de quase inverno.
Chaves pragmaticas para caminhos simbólicos e o
Traçar da perspectiva de
Nenhum caminho.
Imerso
Em autocriticas superfluas e afiados estimulos digitalizados.
Mergulhos
Em turvas aguas do ser.
Aversão a ninhos e a minha culpa do meu desamparo:
Sem sol para orbitar eu giro ao redor da sombra
Afinal, tudo que é solido desmancha no ar.
Sigo caminhando por frias calçadas de
Vacuo e penumbra.
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