Deparo-me caído no altar
pardacento
A minha frente, uma escada de
pedras engruvinhadas, e
para além disso, os campos
verdejantes do infinito
Eu vejo a verde colina e
as nômades nuvens do céu
E quanto mais fito a eternidade,
Mais longe de mim ela
parece estar
Vou me erguendo, com meu
corpo esguio e
minhas escuras olheiras
No caminhar lento, nu, e drogado
tento alcançar o inevitável
Antes que ele fuja de mim
O ritmo descompassado dos meus passos é quebrado
Aos meus pés, uma insólita flor branca
De pétalas suaves
É ela que eu agarro e seguro
Junto ao peito
Pois a eternidade se deita no horizonte,
E ainda há caminho a ser traçado
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