Extase! Adrenalina! Pulsão!
O gás elétrico penetrando o crânio e
Evaporando
O cérebro-conciencia ionizado e cabeludo uivando para
A teia leitosa do universo.
Como a falta de sexo e a falta de identidade
Escorrendo
No espelho.
De fato,
É notória a insignificancia da psique humana no ambito
De fazer escolhas.
Fantasma da minha mente, desce do céu para
Habitar minha carne e desarme
Todos os bilhoes de olhos elétricos e aproveite
Para mandar Deus tomar no cu!
Nenhuma glória para o homem! Nenhuma glória!
Nenhuma gloria para o homem! Nao para mim,
Nenhuma glória para mim!
Os tentaculos
Que brotam de paginas amareladas
E imaculam
O descompasso e o grito em todos os seus ambitos
E a minha imagem nu apodrecendo no espelho.
Vermes robóticos rastejando por bares sujos e
injetando gás elétrico no meu crânio.
Um dia morte vai me golpear apodrecido e nu e dissipará
A névoa de gás elétrico do meu crânio e só sobrará
Crânio
Amarelado, ossudo, material e fétido.
Toxina caustica da palavra e do sexo
A ilusão fenomenológica da conciencia e do sentido.
Ahh maquinaria, cesse o martelar das perguntas!
Pare com a injeção dos fluidos de Thanatos ambiguo!
Perfure o tecido simbólico e a carne da linguagem!
Foda todos os cus e todas as bucetas!
Os vermes robóticos planejam antropofagia e revolução,
O gás elétrico está fervilhando no meu crânio,
Nenhuma glória para o homem!
Nenhuma glória!
Nenhuma gloria para mim! Nao para mim,
Não para mim...
Nenhuma glória para mim...
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