São Paulo, 01/dezembro/2016
A espécie da onça-mulher é rara. Não estudada minuciosamente pelos cientistas, não é conhecida por todos os seres humanos: é preciso contato. (Pobre resto...)
Seus filhos são dois mas também são todos, instinto maternal absurdo e absoluto, a onça-mulher sempre ativa não descansa: não passem frio, meus tantos filhos! A mãe de mil homens há de aquece-los!
Amor absurdo também, característica necessária a todos, mas que só a felina mulher realmente carrega. A este, ela se rende e sofre: meus tantos e poucos filhos doem, se machucam e lutam fervorosamente por mim também? E essa é outra pergunta ainda não respondida pela mísera ciência humana. Ciência rasa, incompleta, excessivamente inconsistente.
Onça-Mulher quase secretamente bruxa possui dons, estes os quais os cientistas nem ousam buscar revelar. Com onça, mulher, felina e bruxa não se mexe.
Por fim, ouça mulher. Eternamente ágil, frágil, forte, demasiadamente quente. Queria eu não ser só filha fria estagnada, aprender a me mexer pra te aquecer também.
Feliz aniversário,
Manu, nem onça e nem mulher, mas menina.
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