Me deparei
cansado das noites de neon,
Dos zumbidos e buzinas
das cabeças frenéticas irracionais
Agora
respiro pasto, bosta, lenha e
o céu dança
Afim de mostrar todo o seu esplendor
lisérgico
São dias longos e lânguidos,
De infinitas flores e cores,
dias pincelados para derreter-me
E eu estou bem,
mesmo que sangre um pouco,
Ainda descanso no meio dessa
neblina baurética,
E a garrafa de vinho ainda guarda uns goles
Mas é inevitável,
ainda vou dormir noites de neon
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