segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

                           Amo a T(h)eologia

                                                                                                  Bento Pestana


Parece uma forma de dizer que a gente cresceu e... o sol e a chuva pintam os últimos dias de 2016.
Foi numa segunda feira que ele e Tatu cheiraram cocaína e jogaram caratas o dia inteiro. Meio depre, mas pouco importa ou importava.


As flores eram cheirosas em uns dias tristes desse ano. Pelo menos as flores.


Milton sussurra na rodoviária de Caxambu. Pedro estava na praça. Hélio e Paulo foram comprar as passagens.

Na cidade quase um grito de desabafo, um grito dolorido, machucado, uma nota ou o tom ta errado.
A gente vai ficar bem só precisamos de um investimento para comprar um carro turbinado. 
O Estúdio da Figueira sussurra nossas perspectivas, nossos ensaios, nosso ponto no escuro. Talvez sejamos um ponto no escuro, uma barraca e três mochilas.

Saudades da estrada de Terra de nós três encima de um caminhão. Marmelópolis-Virgínia.


                                           Amo muito a T(h)eologia

Ouvimos os tratados e traímos os gritos. Um grito, nós, o desabafo! O que se ouve é só um gemido.
Só nos resta não estarmos vencidos.

Nosso baile de conversas, amassos, sorrisos, desagrados
Um baixo, uma bateria e uma guitarra... e é isso tá ligado?
A gente vai brincar com o saci e com as fadas.

E caí. Caí de cara no chão quando não era pra cair. Mas desmaiei... quando acordei éramos os três,  três mochilas, um choque no meio do nada. Paulo me aconchegou e Pedro me fez dar risada. "Só mais 13 quilômetros". Vamos que vamos...

Talvez tenha sido isso, sacam?
Não foi simples ou minimamente suave, mas percorremos uns quilômetros. Uns belôs, umas brigas, mas muito amor nesses tempos de fatídicas desgraças...

(Pôr do sol em São Sebastião do Rio Verde)
Eu e meus amigos
Ofereço-lhes um gole de uma bebida forte
Uma promessa, um sonho e nós...









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