Sentia dentro de mim um verme de eternidade
A se contorcer
Em direção ao sol, algo parecido com uma sede naufraga
De beber o céu em goles
– Azuis.
Uma voracidade pelo absoluto me assaltava
E as plantas cresciam em direção ao sol.
Existe o vacuo, o pulso e a linguagem
– Danças ululantes para a estrela flamejante.
De todos os meus poros escorriam o meu absurdo
E ser mais um homem sobre essa terra...
Os espectros caminhavam pelos pianos
E os prédios se recusaram ao sóbrio,
Liquidos fecundos, cores.
A lirica que me assaltava destilava o mundo
em fenomenos,
Cada qual com sua carne e seu molhos simbólico.
Olhos se debruçavam e se deitavam nas nuvens
Os seios diluidos em oceanos de lascivia e plasma
Ou a lua que chovia
Cada contexto tem a sua cor.
A estética é o flautista na porta do inferno em um
Dia ensolarado de primavera
(Pink Floyd transcende os contextos)
E esse gosto amargo de maconha na minha boca
Essa ressaca de infinito
Seila, os sinos da mimha mente ecoam nas flores escarlates
E o céu navegava pelo céu
O tempo ha de ser o que for
....
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