Não sei,
É estranho quando escorrem duvidas das pétalas do céu.
Dos confins da infancia
[onirica]
Até aqui, muita areia se sedimentou nos
Leitos caudalosos dos meus rios.
Cá, sinceramente, nada mais importa
Estou ansioso pelo sentido da vida
E os funis do método nunca englobarão as estrelas.
Quiça
Ja passou tempo, ou nenhum
– A existencia é eterna ou a existencia é
Mentirosa –
Que sei eu?
Sobre as paredes e os ventos.
Coraçoes de elefante jorrando sangue nas fontes pálidas,
Fumaça vai fumaça vem e as ondas ainda ecoam
Nas paredes de oceano dos seus olhos
E no vai e vem das luas
O eterno estóico retorna para o seu proprio solipsismo.
Os musculos de marmore são sugados pela osmose da culpa
De uma seringa enferrujada
Com agulhas hipodérmicas até:
(...) Imagens caem lentas e silenciosas como neve... Serenidade...
Caem todas as defesas ... tudo é livre para sair ou entrar... É simplesmente
Impossivel ter medo... Uma bela substancia azul flui para dentro de mim...
... Ai vem o oceano...(...)
Não sei,
É só estranho.
Toda matéria cumpre o seu trajeto espontaneo
As vezes a vida parece que da umas zoadas
– Ou não.
De resto, Sísifo é apenas o senhor de seus dias
Agulhas faiscam na noite de mente
E essas são palavras são mais antigas que o sofrimento humano
(De Édipo a Kirílov):
"Acho que está tudo bem"
E está
tudo
bem.
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