Tudo bem que tudo não passa de palavras
Mas dizer?
Não há nada a ser dito,
Nada a dizer
Mas apenas uma chama arqueada ao abismo
Literário como acima
Ou nem isso
Um jovem de cigarro na boca que não passou
Na faculdade e vai tentar a sorte no mar
Superficialidade cotidiana e um gosto amargo de café
Cena de adolescentes de classe média alta e uma pinta
De alternativos, alguma náusea
Algo escrito em cimento ou papel
Vestibular
Sair de casa
Sou eu o eterno prosaico transcendental
A trabalho a ser feito, vida pela frente
Inconstante como acima
Ou nem isso
Isolado preso dentro dessa dura caixa de ossos
Do crânio
Sozinho
Fui condenado a nascer sem saber morrer
{você pra mim é problema seu}
Fevereiro de 2017, SP
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