No azul
barroco da serra,
Longe, para além do céu
Em veredas brumosas de liquido vento
Deitado
na grama. Silencio.
O
verde aguarda na porteira de cor vermelha
Fumando seu austero cigarro
Do tempo
E o vasto do pasto sussurrou profundo
Uma canção que eu conhecia deliciosamente
bem.
. Silencio.
Quem supôs da fumaça o
sólido se esborrachou
No dia
Como aquela jaula vazia que
apodrecia
Ou a flor de mármore cândido congelada
na parede
Do sol.
Mas assim como os suicidas os
deuses mudam
Com o tempo
Embora o ventre da nuvem sempre seja
Eterno e
adocicado.
Sempre
fale consigo com respeito
Pela
diária luta literária
Do
branco ressecado o qual se imprime a solidão.
Na epopeia de um ano
Que consiste em tua vida, estais
ficando mais velho
E as nuvens ainda
englobam os vales
Como Miles Davis de uma forma
Silenciosa.
As
nuvens englobam você
E você transa de forma vaporosa
com a serra
Alisando os mamilos de Gaia.
Pílulas de petróleo
escorrem de seus
Olhos
Como lagrimas.
As
araucárias sempre foram a única
Certeza,
E eu disse ao menino de olhos
santificados
Que a vida dói mais ela é bonita.
Ruminando a longa
caminhada rente ao céu,
Metódica deriva para
a ventura
Anos
a fio, ruas cinzas e verdes pastos
Florestas
de nuvens
E fundas lagoas escarlates.
O
canto da serra já declamava
Os
ventos espontâneos de vindouro outubro.
O trilho para o amanhã ainda é
feito de flores:
O que era pedra, vira homem
E o homem é mais sólido do que a maré.
2 de outubro, 2016
Sertão do Cantagalo, Serra
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