Vago por esta terra sóbria e imaculada,
e levo comigo todos os pesares encardidos
vindos dela
Meu corpo ébrio, esguio e lânguido
carrega,
ainda que no canto da alma,
um
resquício de pulsão.
Vejo tristes faces cravadas nas árvores
cinzas e engruvinhadas
como gritos eloquentes parados no tempo
E eu
jazo aqui, contido, encarando-as
Mas quando vem a noite me encontro
despido de
meus mantos pérfidos e taciturnos,
Me
pinto de todos os prazeres belos e impuros
para ver mais uma
vez, mesmo que de relance,
esse
deserto cinza ardendo
em fogo
Nenhum comentário:
Postar um comentário