Assistimos pacientemente ao
concerto
Enquanto nossos dedos se esfumaçavam
em fuligem
Como bitucas
E as cobras irrequietas nos
nossos músculos
Dançavam com os nossos
Muros
e nossos instintos.
Serpentes sonoras e cigarros e
longos chapéis de forro preto.
Venenos engarrafados em doses,
Eu os trago em tristes goles náufragos
Parado a contemplar os trilhos de
trens amarelados
Das promessas que um dia você
alugou para mim.
No tumulo estava escrito:
“Cometeram o erro fatal de
ignorar
O
tempo.
Um ano
Poderia
ser como todos os outros e, eventualmente,
Tudo poderia acontecer”
E nós já caminhamos por esses
cemitérios tristes
Lembra-se?
Quando as flores dos nossos
cigarros desabrochavam
Em uma tarde planificada e opaca
de cheiro
Purpúreo.
Eu já gotejei pelas curvas macias
do seu corpo teso,
Cálido a revolta que me
assaltava, delirante
E vi as estrelas como inflorescências
em chamas no céu pulsante de um tambor de eternidade
Agora não mais importa:
Eu estou parado aqui assoprando o
meu trompete
Nas ruínas da ferrovia amarelada
que você prometeu pra mim
E o céu {olhem para o céu}, Ele
estava sólido,
Como se nos protegesse do que
estava atrás
“ – E o que está atrás?
– Nada, apenas a noite”
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