Muito antes do hesitar suspenso:
O aguaceiro ocidental e esquelético
goteja em uma poça cinza e verde
Das vielas de olhos tristes que se misturam
No caldo muscular da cidade de meus dias,
Ou o mais solido bosque de pinheiros
Imerso no inundar das ondas torpes do cotidiano
Se desfacelando em nuvens de suspiros e
Velhos habitos, na cordilheira do meu ser.
O laranja sublime que costura o
Instinto ao nervo ou
A ossada fossil de um percevejo a
Atormentar contextos que se esgotam e se tornam
Absurdos e obsoletos.
E o complicado é forjar e lapidar encruzilhadas
Suturadas ao ser pelo efemero do tempo.
Imitar e abençoar a mimica imagética da carne
E suster a espinha dorsal do simbolo
Para evitar o desmoronamento do lucido
Sem ceder ao martirio do lirico,
Ser,
Um navio literario e chorar minhas lagrimas de chumbo.
Orbitar o seio orvalhado que engloba o sangue
Ou agarrar o instinto da deriva e apenas ir
E
Na cidade que eu plantei para mim me localizo como
Um bagual com medo
Que se vai em um salgado aguaceiro de metafórico inverno.
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