Acorda e olha a luz azul pela janela
do quarto ou do ônibus
A vida na pele
Cai o mito.
riverun por todas as margens da palavra
o rio humano,
É preciso estar vivo para continuar a
escrever a história.
Odisseu, tu que deita agora em minha
frente, tu que a muito vislumbro
sem a coragem de ver, que aparece
sempre decaído, morto, cortado,
teu cadáver finalmente aparece para
mim nu, teu agigantado corpo
mutilado pelo tempo, gigante de
sangue e palavra, eu preciso
comer a sua carne.
Então engoli tendão, músculo, verbo,
sentimento e enigma.
Comi a sua carne Odisseu, e fui
fecundado com a sua palavra,
Segue o mito.
(Finn again awake)
Vida na pele,
riverun por todas as margens do mundo
o meu rio, apesar dos solavancos,
É preciso estar vivo para continuar a escrever a história
(Algum dia eu vou pegar a vida pelos braços
e coloca-la no meu livro)
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